Cooperativa não vai mais atuar em Mesquita
Quem fornece as notas, prefeito?
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Saquarema tem dois “caciques”
Cinco municípios herdam dívidas de R$ 1,8 bi
Rafael Jardim inicia a gestão esbanjando o dinheiro do povo. Carlos Afonso mostra austeridade

Presidente da Câmara dá gratificação de 100% a grupo seleto de assessores e em Rio das Ostras Carlos Afonso faz cortes e manda rever cálculos de incorporações

Marcada por uma série de escândalos na gestão do ex-presidente Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, a Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu volta a cair em desgraça junto à opinião pública. Antes de deixar o cargo no dia 31 de dezembro o sucessor de Pezão, Odino Miranda, gastou mais de R$ 60 mil na compra de cestas de natal para os assessores da Casa e seu substituto, o vereador Rafael Jardim mal chegou e já começou a mostrar que não está nem aí para a crise financeira que afeta o município: com uma canetada só concedeu 100% de gratificação sobre os salários dos assessores parlamentares, especiais e de gabinete, através de um projeto de lei que foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.

Falta de diálogo e aparente desinteresse do governo revolta a categoria

Ignorados pelo prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que apesar de ter encontrado nas contas da Prefeitura dinheiro do Fundeb suficiente para pagar pelo menos um mês de salário e não o fez, os professores da rede municipal de ensino de Belford Roxo não pretendem retornar às salas de aula sem a garantia de que receberão os vencimentos de novembro, dezembro e o décimo terceiro, mesmo que em parcelas. A categoria se queixa da falta de diálogo por parte do novo governo, que em vez de apagar o incêndio provocado pelo calote dado pelo ex-prefeito Dennis Dauttmam prefere jogar mais combustível no fogo, afirmando que o antecessor não pagou porque não quis, verdade que se aplica também ao sucessor, pois os recursos repassados em dezembro pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação ficaram no caixa, um total de exatos R$ 12.023.848,59, R$ 542.556,71 creditados no último dia útil do ano, acrescidos de mais R$ 2.882.368,59 repassados entre os dias 2 e 13 de janeiro.

Região registra até agora R$ 4 milhões a menos que no mesmo período em 2016

Do dia 1º de janeiro até ontem os 13 municípios que formam a Baixada Fluminense receberam R$ 25.842,075,27 em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Em comparação com igual período no ano passado - quando os créditos somaram R$ 29.966,397,04 - registra-se uma perda de R$ 4 milhões, mas apesar da queda acentuada, não se pode dizer que os vencimentos dos professores estejam ameaçados, pois novos repasses ainda serão feitos até o final do mês. Em Mesquita, por exemplo, o prefeito Jorge Miranda afirma que o Fundeb é suficiente para cobrir a folha da Educação e que o mês de janeiro não será pago com atraso a nenhuma categoria do funcionalismo municipal.

Prefeito diz que meta é fazer a “melhor administração possível”

Faltando confirmar apenas o nome que irá substituir Antonio Morgado na Secretaria de Saúde, a semana se inicia com uma nova composição na administração municipal de Magé. Os titulares já foram nomeados e começam a atuar nesta segunda-feira (16). Para comandar a Secretaria de Obras, por exemplo, o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), escolheu o vice-prefeito Vandro Lopes Gonçalves. A pasta da Saúde passaria ser comandada pelo atual secretário de Governo, Miguelangelo Peligrino, mas ele optou por permanecer no mesmo cargo, podendo passar a titularidade a atual subsecretária de Morgado, Stella Mary Vidal. “Nossa meta é transformar Magé, fazendo desta a melhor administração possível e a prioridade é o povo do nosso município”, disse o prefeito.

Coopsege recebeu mais de 200 milhões e mesmo assim saiu devendo aos trabalhadores 

Amparada por uma decisão sui generis do Supremo Tribunal Federal, a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) atuou livremente em Mesquita nos últimos quatros e faturou mais de R$ 200 milhões dos cofres da municipalidade, fornecendo funcionários terceirizados que custavam ao município muito mais do que efetivamente recebiam no fim do mês, por conta de uma taxa de administração de 40% do valor do contrato. Só em 2016 a instituição recebeu mais de R$ 70 milhões, mas seus contratados reclamam da falta de salário e do não pagamento de direitos trabalhistas. A Coopsege, afirma o prefeito Jorge Miranda (foto), não vai mais ter contrato com o município.