Contratos sob investigação teriam sumido em Guapimirim
Justiça quer mais transparência em Mangaratiba
Atenções redobradas em Macaé
Guapimirim prepara demissão de 110 trabalhadores
Prefeito de Casimiro de Abreu assina uma coisa e fala outra
Rafael foi substituído por Rogério na presidência da Câmara

Prefeito interino é candidato único

Está marcada para a próxima segunda-feira (30 de maio) no plenário da Câmara de Vereadores, a confirmação do prefeito interino Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), como prefeito até o dia 31 de dezembro, quando terminaria o mandato do prefeito reeleito Nestor Vidal, que foi cassado pelo Poder Legislativo. A convocação da eleição indireta foi feita em ato oficial assinado pelo presidente da Câmara, Rogério do Vale, no último dia 17, no qual foi oficializada a chapa única, que tem Monique Ferreira Nogueira Tavares (também do PPS), como vice-prefeita. Rafael, até então presidente da Câmara Municipal, está governando desde o dia 8 de abril, quando foi empossado no lugar de Vidal.

Em julho do ano passado o MP fez uma operação na Prefeitura e o prefeito Marcos Aurélio foi afastado dias depois

Processos de locação de máquinas e caminhões, compras de medicamentos e material de limpeza pedidos pelo MP não estariam sendo encontrados na Prefeitura

No dia 2 de fevereiro do ano passado, através das 1ª e 2ª Promotorias de Tutela Coletiva, o Ministério Público pediu à Prefeitura de Guapimirim informações sobre a contratação e os pagamentos feitos à empresa Marcterra Terraplanagem e Construções pela locação de máquina e caminhões. Como resposta a administração municipal informou que não havia encontrado os documentos solicitados. Além dos processos da Macterra, pelo menos oito referentes a fornecimentos de remédios e material de limpeza contratados pelo Fundo Municipal de Saúde em 2013 teriam desaparecido, todos do período em que o setor de Saúde era comandado por Eliel Ramos, que em de 2015 foi afastado por decisão judicial, mas já retornou ao governo, respondendo atualmente pela Secretaria do Meio Ambiente. A documentação não encontrada na Prefeitura refere-se à pagamentos feitos com recursos do FMS às empresas Hawai 2010 Comercial, Cruz Médica Produtos Médicos e Valepharma Distribuidora, que juntas receberam em 2013 mais de R$ 1,7 milhão dos cofres de Guapimirim.

Hoje prefeito, o médico Ruy Quintanilha foi secretario de Saúde na gestão anterior

E o MPF cobra o mesmo procedimento em Angra dos Reis e Paraty. Prefeitura de Paracambi também deverá ser enquadrada

O prefeito de Mangaratiba, Ruy Quintanilha vai ter de cumprir integralmente as leis de acesso a informação e da transparência. Decisão nesse sentido foi tomada pela Justiça Federal em ação proposta pelo núcleo de Angra dos Reis do Ministério Público Federal. O MPF processou ainda os municípios de Angra dos Reis e Paraty, que, a exemplo de Mangaratiba, em aspectos diferentes, segundo o MPF, “estavam descumprindo as leis ao não disponibilizarem na internet, de forma pública, informações e documentos obrigatórios que dizem respeito às despesas públicas”.

Mesmo em tempo de crise a cidade governada por Aluízio dos Santos Junior é chamada de "Capital do Petróleo"

Bravata de pré-candidatos que dizem ter muito dinheiro para gastar chama a atenção das autoridades para a Capital Nacional do Petróleo

Um diz que teria R$ 80 milhões garantidos para gastar na campanha eleitoral, outro afirma que pré-candidatos a vereador já estariam comprando votos e há quem diga que na periferia da cidade a cópia de um titulo de eleitor estaria custando R$ 75 agora, com a promessa de mais R$ 75 no dia da eleição para uma boca de urna que é proibida por lei, mas tem rolado a vontade nos últimos pleitos na maior parte das cidades fluminenses, com uma diferença: a boca de urna não é mais aquele negócio de contratar pessoal para a distribuição de “santinhos” nas proximidades dos locais de votação, mas o voto na urna, propriamente dito.

Prefeito vai desempregar quem realmente trabalha e ganha o mínimo por mês, mas poupará comissionados que estariam recebendo sem trabalhar

Alegando necessidade de ajustar as contas da Prefeitura, o prefeito de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias vai demitir nos próximos dias pelo menos 110 servidores temporários, pessoal de apoio remunerado com salário mínimo. Entretanto, continuará mantendo ocupantes de cargos comissionados, que estariam recebendo vencimentos regularmente sem a efetiva prestação de serviço. Denúncia nesse sentido foi encaminhada por uma fonte ligada ao governo, que enviou ao elizeupires.com a lista completa dos contratados a serem demitidos, além de documentos relacionados a compras feitas pelos setores de Saúde e Educação, pastas que reúnem o maior volume de recursos financeiros e vem sendo alvos de denúncias de supostas irregularidades.