Falta de transparência vira caso de polícia em Mesquita
Macaé esconde contrato emergencial de R$ 34,9 milhões
Resende municipaliza UPA, mas não fiscaliza frequência ao trabalho
Berço da história de Belford Roxo vai ser revitalizado
Arrecadação de Macaé dispara e a falta de material também

Nos próximos dias o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, Rogério Teixeira Junior, o Juninho do Pneu (foto), deverá anunciar a devolução de mais um cheque a Prefeitura e certamente vai repetir o discurso feito em março para propalar que estava repassando ao Poder Executivo R$ 2 milhões, resultado de um “grande esforço para cortar custos e economizar os recursos públicos”. Entretanto, se o valor a ser devolvido não for de no mínimo R$ 3,4 milhões, não terá havido economia alguma, pois o Poder Legislativo iguaçuano tem hoje apenas 17 membros e está recebendo mais recursos que no exercício anterior, quando funcionava com 29 parlamentares. Como matemática é uma ciência exata, basta uma continha simples para se constatar que a Casa poderia devolver todos os meses aos cofres da municipalidade R$ 911.368,30, o que daria a soma de R$ 5.468.209,80 nesse primeiro semestre. Deduzindo do acumulado no período o valor já devolvido, conclui-se que ainda falta repassar o total de R$ 3.468.209,80. E é daí que surge a indagação: Que economia é essa, presidente?

Discrepância entre dados do IBGE e do TRE levanta suspeita: eram 18.552 habitantes em 2016, 16.931 eleitores e mais de três mil alunos no ensino fundamental

Moradores de Porto Real, no Sul Fluminense, usaram as redes sociais esta semana para contestar o resultado das eleições de 2016 e já afirmaram que irão acionar o Ministério Público para que haja uma investigação sobre dados relativos aos números de habitantes e eleitores registrados no ano passado. Segundo eles, a cidade sofre uma espécie de invasão a cada pleito eleitoral promovida por eleitores supostamente de outros municípios e que estariam com seus títulos eleitorais inscritos em Porto Real. O que era uma desconfiança ganhou ares de certeza a partir de dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde Porto Real aparece em 2016 com um percentual de eleitores muito próximo ao número total de moradores da cidade.

Fornecimento é feito pela mesma empresa que vendeu bem mais barato para Iguaba Grande

Em mais uma licitação com denúncia a caminho do Ministério Público, a Prefeitura de Saquarema adquiriu R$ 865 mil em uniformes escolares junto à empresa Havaí 2010 Comercial, que também vendeu para a Prefeitura de Iguaba Grande, só que cobrando bem menos pela camiseta de malha com estampa na frente e nas costas, uma diferença de R$ 6 por unidade, embora o município governado pela prefeita Manuela Peres tenha licitado 30 mil camisetas e a administração da prefeita Ana Grasiela Magalhães apenas sete mil. De acordo com Ata de Registro de Preços 009/2017 Iguaba vai pagar R$ 15 por cada camiseta tamanho adulto (três mil unidades) e R$ 14,89 pela tamanho infantil (quatro mil), enquanto Saquarema optou por pagar R$ 21 (Ata 11/2017).

Câmara gasta o dinheiro do povo, não mostra as contas por bem e agora vai ser na dura

O presidente da Câmara de Vereadores de Mesquita, Marcelo Santos Rosa, o Marcelo Biriba, foi chamado à Delegacia Fazendária por conta de um procedimento investigativo que apura pagamentos que podem chegar a R$ 190 mil mensais. De acordo com fontes ligadas à Casa, a falta de transparência com os gastos públicos é um problema antigo no Poder Legislativo, situação que teria piorado bastante na atual legislatura, com a Mesa Diretora se negando a dar informações até mesmo a membros da Câmara, que já gastou este ano mais de R$ 4,6 milhões com folha de pagamento de servidores, assessores, subsídio dos parlamentares e custo de manutenção, sem disponibilizar qualquer dado sobre as finanças.

Não paga aluguel nem contas de luz do prédio da 1ª Cia. Da Polícia Militar

Contando como o seu próprio efetivo – agentes pagos com o dinheiro público para protegê-lo – o prefeito Rogério Lisboa (foto) parece que não está dando a mínima para a segurança da população que vive praticamente ilhada pela bandidagem. O descaso é tanto que a 1ª Companhia Destacada do 20° Batalhão de Polícia Militar, instalada no centro residencial de Nova Iguaçu, pode fechar a qualquer momento, já que as contas pelo consumo de energia elétrica não vem sendo paga nem o aluguel do galpão onde a unidade vem funcionando desde abril do ano passado. O imóvel foi cedido em comodato à Prefeitura, com o compromisso de que em janeiro deste ano seria feito um contrato de locação, o que até hoje não ocorreu.