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Problemas seriam causados por má gestão e não por redução de recursos

Os orçamentos aprovados para o município de São João de Meriti são crescentes, com previsão de receita variando para cima, sem registrar de fato, nos últimos quatro anos, nenhuma queda abrupta suficiente para justificar o caos financeiro instalado na administração municipal desde o inicio de 2014, mas essa é a desculpa que o prefeito Sandro Matos (PDT) e sua equipe de gestão vem usando toda vez que os servidores decidem protestar pelo atraso no pagamento dos salários e contra as precárias condições de trabalho. Os repasses federais, por exemplo, que segundo o prefeito teriam sido reduzidos em porcentuais preocupantes, ao contrário, tem sido maiores que o total registrado em 2009, primeiro ano do mandato de Matos, que foi de R$ 123.099.636,28. Para se ter ideia, só nos primeiros seis meses de 2014 os recursos federais somaram R$ 165.621.048,30, com previsão de atingir a soma de pelo menos R$ 210 milhões até o fim do ano, o que derruba a argumentação de que os repasses estariam caindo drasticamente a cada ano. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, os números dos repasses feitos ao município de São João de Meriti oscilam, é verdade, mas registram um aumento considerável desde o primeiro ano da atual gestão.

Por conta de uma queda de receita que só o prefeito e sua equipe parecem conhecer, alguns servidores não recebem desde agosto. Os mais sortudos receberam o mês de outubro com longo atraso, mas ficaram sem o de setembro, com a administração municipal pulando um e pagando outro. No setor de saúde unidades de atendimento médico fecharam as portas, falta merenda nas escolas e os fornecedores também já estão com a corda no pescoço, o que leva os mais atentos a perguntarem: o que de fato está acontecendo?

Segundo os registros do governo federal o volume de repasses para a Prefeitura de São João de Meriti só fez subir nos últimos seis anos, o que desmente as afirmações do governo municipal: foram R$ 164.384.435,31 em 2010, R$ 196.053.277,45 em 2011, R$ 195.363.845,88 em 2012 e R$ 203.112.614,77 no ano passado. Os números falam por si e agora cabe ao prefeito Sandro Matos explicar onde está a queda de receita tão falada nos últimos três meses para explicar a situação caótica do município.

 

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