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Edson (à direita) não é o primeiro membro do governo de Anderson Alexandre a deixar o cargo por decisão judicial

Decisão foi tomada em processo por fraude em licitação para a realização de evento de motocross

A juíza Daniela Correia da Silva, da Vara Única de Silva Jardim, determinou o afastamento do secretário de Esportes Edson Silva Martins, réu, com outros sete acusados em processo criminal por suposta fraude em processo licitatório. Essa não é a primeira ação judicial movida contra membros do governo do prefeito Anderson Alexandre. Ele mesmo responde a pelo menos cinco ações por improbidade administrativa, algumas delas também sob a acusação de fraudes em licitação, além de ser alvo de vários procedimentos administrativos no Ministério público.

A ação foi movida pelo MP a partir de denúncia do vereador Robson Azeredo sobre a contratação, sem licitação, de uma empresa para realizar uma competição de motocros, o que aconteceu em 2013. Além de Edson a Promotoria denunciou do ex-subsecretário de Esportes e subsecretário de Governo, Patrício Rodrigues Alexandre; o ex-presidente da Comissão de Licitação Glauco Moraes de Azevedo; o ex-secretário de Administração Luis Gustavo Correia de Mello e a ex-procuradora geral Sheila Moreth Silva Trugilho. Também são réus no processo Sandra Helena Vieira Cury, Paulo Roberto Ferreira Monteiro e Helena Cristina Vieira Cury Monteiro, representantes da empresa Nova Era Moto Clube e da Liga Esportiva de Motociclistas do Estado do Rio, responsáveis pela realização do evento.

Segundo a denúncia do MP, Edson Martins e Patrício Alexandre foram os responsáveis por atestar a nota fiscal de prestação de serviço das duas entidades contratadas sem licitação para a realização do evento esportivo em 4 e 5 de maio de 2013, que custou R$ 50.270 aos cofres da municipalidade. No entanto, apenas uma etapa do campeonato fora realizada. Ainda de acordo com o Ministério Público, Patrício Alexandre teria cobrado R$ 1 mil de um dos representantes da Liga Esportiva de Motociclistas, informando que, se o valor não fosse pago, a entidade não realizaria outro evento no município.

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