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Categoria: Artigos

O processo seletivo realizado pela Prefeitura de Magé em 2012 foi o maior da história do mu- nicípio, ofereceu 2.354 vagas imediatas, foi ho- mologado em maio do mesmo ano e as convocações iniciadas no mesmo dia da oficialização do resultado final. Foi o concurso público a tramitar mais rapi- damente, deixando para trás os de Teresópolis, Pe- trópolis, Macaé, Rio das Ostras, Silva Jardim, Ita- boraí, São Gonçalo, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Itaguaí, Vassouras e Resende, mas ainda assim gera polêmica. Em 12 editais já foram convocados 3.626 candidatos e novas chamadas estão sendo prepa- radas, mas para os que estão de fora do plausível, está tudo errado. Cada notícia dada sobre esse certame suscita uma série de colocações absurdas, como se a lei fosse contrária à legalidade, como se cada um dos que até agora ficaram de fora quisesse uma leizinha particular a lhe garantir a vaga tão desejada.

Gente, tenho recebido cada mensagem, que chego até desconfiar que seus autores estejam de brincadeira, pois não me parece crível que alguém que ganha a vida como professor possa pensar de tal forma. Estou escrevendo esse artigo inspirado em questionamento feito hoje pela manhã por uma leitora classificada para o cargo de Professor II. Ela me pergunta o seguinte: “Gostaria de saber, ao certo, qual o número de professor II contratado em Magé e se vai continuar algum contrato, já que a lei diz que tem que ter uma porcentagem de contrato. Obrigada. Aguardo resposta”.

Bem, o total de professores II chamados até agora é de 950 e, creio, pelo menos mais uns 100 deverão ser convocados. Vejam bem, eu disse "creio". Quanto à lei obrigando que se deixe um percentual para contratos em cargos de natureza permanente, essa, gente, não existe e nunca existiu. Muito pelo contrário. A lei diz que todas as funções de natureza permanente, atividade fim, têm ser ocupadas através de concurso público. Não dá para acreditar que uma professora possa pensar diferente.

A maioria das mensagens é ainda mais absurda. Tem gente querendo ser convocada para fazer prova prática até hoje, achando errado o fato de não ter sido chamado para isso ainda. Ignora esses que a prova prática é parte da seleção. Tem outros que defendem que o concurso deveria ter sido limitado aos moradores de Magé, “porque não é certo que pessoas de fora da cidade fiquem com o emprego dos mageenses".

Entendo até que as décadas de exceção possam ter confundido as cabeças de muitos, mas o concurso público não foi inventado para prejudicar os mageenses ou beneficiar pessoas de fora. É uma exigência constitucional e tem de ser cumprida, gostemos disso ou não.