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Justiça só vai analisar pedido do Ministério Público após perícia no material apreendido

Vinte e quatro horas após uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na Prefeitura de Silva Jardim para busca e apreensão de documentos com base em inquérito aberto para investigar possível fraude na licitação para publicação dos atos oficiais do município, o vereador Robson Azeredo anunciou que vai pedir o afastamento das funções de todos os envolvidos. Ele explica que há um dispositivo legal que garante o afastamento, exigindo o mínimo de três votos. A operação do Gaeco criou um mal estar na Câmara, inclusive entre os membros do bloco de sustentação do prefeito Anderson Alexandre. É que o prefeito vinha sendo avisado há quase um ano de que os atropelos à legislação atribuídos ao subsecretário de Comunicação, Ricardo Mariath, estavam comprometendo o governo, mas preferiu pagar para ver.

De acordo com o MP, Mariath teria elaborado todo o esquema de fraude para contratar o jornal “Tribuna Carioca”, passando por cima, inclusive, de um contrato em vigor firmado anteriormente com o jornal “Folha da Terra”. O “Tribuna Carioca” foi criado no ano passado unicamente para publicar os atos oficiais da Prefeitura.

No mesmo inquérito, presidido pelo promotor Marcelo Arcênio, também estão sendo investigados a secretária de Administração, Sheila Moreth Trugilho e o ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação e atual subsecretário de Administração, Glauco Moraes de Azevedo.  No pedido de busca e apreensão apresentado pelo MP, foi requerido também o afastamento cautelar do exercício da função pública dos envolvidos, mas a Justiça decidiu que só vai analisar o pedido depois que a documentação apreendida ontem for periciada.

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