Apontado como “dono” da Secretaria de Transito, parlamentar agora terá o controle também do centro de operações e monitoramento da cidade

Fechado por pura “birra” pelo prefeito Rogério Lisboa, o Centro de Operações de Nova Iguaçu (Conig) vai ser reativado no segundo semestre e para isso será aberto um processo licitatório para escolher a instituição que contratará a mão de obra necessária, o que já está sendo visto como mais um cabide de emprego para ser usado pelo deputado estadual Luiz Martins (foto), apontado na cidade como “dono” da Secretária de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, entregue a ele como “espaço político” por Lisboa. Na verdade, o centro vai funcionar para fomentar ainda mais a indústria da multa na cidade, mas na secretaria – que deixa as empresas de ônibus fazerem o que bem entendem nas ruas da cidade – a justificativa é a de contratar o pessoal necessário para fazer o monitoramento que vai dar maior fluidez ao trânsito e ajudar na segurança da cidade, mas, para muitos, a razão está implícita: ajudar na campanha pela reeleição do parlamentar em 2018.

Usuários dizem que médicos chegam e saem a hora que bem entendem, não respeitando horário

Embora o município tenha na folha de pagamento profissionais ganhando até R$ 36 mil de salário, está faltando médicos na rede de saúde de Resende, cidade do Sul Fluminense. Quem diz isso são moradores do bairro Cidade Alegria que na noite do último sábado (17) deram por falta de clínicos gerais na Unidade de Pronto Atendimento, uma UPA construída pelo governo estadual e passada ao controle da Prefeitura. Revoltados, usuários do sistema municipal de saúde usaram as redes sociais para denunciar que três médicos que seriam primos do prefeito Diogo Balieiro, não teriam sido encontrados na unidade por quem buscou atendimento entre 18 e 19 horas e os profissionais que deveriam rendê-los também não teriam sido vistos até às 20 horas. “Das 18 às 20 horas só tinha pediatras trabalhando”, diz uma moradora.

Os equipamentos da estação principal de tratamento de água foram entregues no dia 3 de outubro de 2015 e, na época, o diretor da Cedae, Heleno Silva, disse ao prefeito Nestor Vidal que o projeto estaria concluído até dezembro do ano seguinte

E representação parlamentar local não faz nada para ajudar

Retomadas em 2012, com previsão de concluir a primeira fase até dezembro do ano passado, as obras do projeto de implantação do novo sistema de coleta e abastecimento de água para o município de Magé estão paradas novamente e não há sinal algum de que serão reiniciadas tão cedo. Os mais prejudicados com o abandono do canteiro de obras são os moradores de Suruí e Mauá, que já estavam comemorando a instalação dos tubulões da rede de distribuição que abasteceria suas casas, um sonho antigo que, ao que parece, vai demorar mais alguns anos para ser realizado, já que a Cedae e o governo estadual não vem sendo cobrados. O projeto que garantiria mais água para o município foi iniciado em 2009 e paralisado logo após, na gestão da prefeita Núbia Cozzolino, quando a Secretaria do Meio Ambiente interditou o canteiro de obras, alegando agressão ambiental. Em setembro de 2011 o prefeito Nestor Vidal cobrou sua retomada, o que aconteceu menos de um ano depois. Boa parte do projeto está pronta, mas as ações que beneficiariam a população de Suruí e Magé não estão nem na metade.

Até ontem o município de Casimiro de Abreu já havia recebido cerca de R$ 42 milhões em repasses constitucionais, fora os recursos destinados ao setor de Saúde, que já somam cerca de R$ 5 milhões. Os valores correspondem ao período de 1 de janeiro a 16 de junho, quando o atendimento médico prestado na rede municipal, segundo os usuários, piorou bastante. Diante da situação o que se pergunta na cidade é: Onde e em que o prefeito Paulo Dames (foto), está investindo os recursos públicos? De acordo com o vereador Adriano dos Santos Lima, a coisa está feia no Hospital Municipal Ângela Simões, onde têm faltado remédios e profissionais para fazerem o atendimento.  Essa realidade, entretanto, parece não incomodar em nada ao governo, que já começou a anunciar as atrações contratadas para a festa pelos 152 anos de emancipação do município. Serão pelo menos seis apresentações de grupos e cantores, entre eles a dupla sertaneja João Neto e Frederico, Fernanda Brum e Nando Reis, além de uma companhia de rodeio, uma comemoração que, segundo a estimativas, deverá custar cerca de R$ 2 milhões, incluindo toda a estrutura necessária.

Mary de Morais Ambrósio é diretora de Saúde do sindicato dos servidores e foi nomeada para um cargo de confiança índice CC-2 pelo prefeito Diogo Balieiro. Não há nada de ilegal nisso, mas será que um nomeado arriscaria o salário para defender a categoria a qual deveria representar?

Enquanto os servidores lutam por reajuste salarial diretores que deveriam batalhar pelos interesses da categoria são nomeados em cargos de confiança

Pelo andar da carruagem o reajuste salarial deste ano dos servidores do município de Resende deverá continuar empacado, já que alguns diretores do sindicato que representa a categoria, ou deveria representar, decidiram agir como aliados do prefeito Diogo Balieiro Diniz depois que nomeados em cargos de confiança do governo, os famosos CCs. Ao que tudo indica Balieiro agora está livre, leve e solto quando o assunto é a valorização, ou desvalorização, dos servidores do quadro efetivo. Esta semana, por exemplo, o prefeito apareceu de surpresa como “convidado de honra” dos sindicalistas-CCs numa reunião na sede do sindicato, onde estavam presentes profissionais de nível técnico e superior do Hospital Municipal Henrique Sérgio Gregori para tratarem justamente dos desmandos da gestão de Balieiro, entre eles o recebimento por atendimento hospitalar, uma gratificação que o prefeito resolveu indiscriminadamente conceder aos CCs.