Antes aplicado só para os alunos com idade acima de 13 anos, o Programa de Correção de Fluxo em Rio das Ostras está sendo adotado também para os anos iniciais do ensino fundamental, uma iniciativa que está estimulando o aprendizado e ajudando a combater o sentimento de fracasso dos alunos e diminuindo os índices de evasão escolar. Com isso os que estão acima da faixa etária estimada para ano de escolaridade cursado podem avançar em até duas séries, o que acaba elevando também a autoestima dos estudantes.  O programa da Coordenadoria de Avaliação, Acompanhamento Pedagógico e Formação começou pela Escola Municipal Cidade Praiana e foi estendido a turmas das escolas Simar Machado Sodré, Maria da Penha de Oliveira e Ciep Municipalizado Mestre Marçal.

 “Antes os alunos só eram atendidos na Correção de Fluxo a partir dos 13 anos, no 6º ano do Ensino Fundamental. Com a ampliação do programa, começamos a oferecer essas turmas diferenciadas para estudantes com 11 anos que cursam o 4º ano. Conseguimos resultados mais rápidos, resgatando a autoestima dos alunos e evitando a evasão escolar”, explica Carolina Pimentel, coordenadora do Programa de Correção de Fluxo.

Na Escola Municipal Cidade Praiana, as professoras da turma de Correção de Fluxo dos Anos Iniciais, que conta com 18 alunos, já colhem bons resultados. “Esses estudantes ficavam constrangidos por estar em sala com colegas mais novos. Por isso participavam pouco das aulas e quase não faziam perguntas. Agora se sentem integrados e vêm alcançando melhores resultados”, conta Patrícia Ribeiro. “Procuramos adaptar as tarefas para a realidade deles e assim o interesse é maior, sem falar que estão resgatando a autoestima”, completa Daniela Orato.

“Eu sentia vergonha de estudar com alunos mais novos. Estou gostando bem mais dessa turma e animada com a possibilidade de passar para o 6º ano em 2018”, afirma Lavany Barreto que, aos 11 anos, cursava o 4° ano e poderá avançar, caso desenvolva as habilidades necessárias, duas séries com a Correção de Fluxo. Dificuldades semelhantes eram enfrentadas por João Vítor dos Anjos Teixeira, de 13 anos. “Nessa nova turma, os colegas têm idades mais próximas da minha e me sinto à vontade para participar das aulas”, revela.

Para o diretor da Escola Municipal Cidade Praiana, Márcio Peres, os resultados já são positivos. “Muitas vezes os alunos que estão com distorção idade-série são desinteressados por não se sentirem integrados à turma e aos materiais didáticos. Esse grupo, ao contrário, é muito disciplinado e participativo”, reforça o diretor.

 

 

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