Depois de uma longa batalha na Justiça, enfim,  a antiga Casa de Saúde Bom Pastor (unidade particular que era conveniada vinculada ao Sistema Único de Saúde) vai passar a funcionar como maternidade pública, operando com capacidade para fazer 500 partos por mês. Fechada pelos antigos donos, a unidade teve o prédio desapropriado pela Prefeitura, que está promovendo obras de reforma e ampliação, ao custo de cerca de R$ 2 milhões. Segundo o prefeito Carlos Vilela, a maternidade será entregue no segundo semestre e vai funcionar também para cirurgias eletivas, como remoção de miomas, histerectomia (retirada do útero) e laqueadura com planejamento familiar, oferecendo ainda todos os componentes da Rede Cegonha, como pré-natal, parto e nascimento, cartório para registro de nascimento e laboratório para exames de rotina.

Vilela explica que o prédio está sendo todo readaptado, terá até elevador e contará com 42 leitos de internação - entre materno-infantil e cirurgia eletiva ginecológica - e dois centros cirúrgicos. "Os antigos donos não conseguiram manter a unidade funcionando por conta dos custos e da defasagem da tabela SUS. Não foi a prefeitura quem fechou, pelo contrário, vamos abrir uma maternidade pública, do povo.  Não só os bebês voltarão a nascer aqui na cidade, como teremos um centro cirúrgico para cirurgias eletivas ginecológicas, mesmo no momento difícil que nossa economia passa", destacou o prefeito.

Aos três meses de gestação, a vendedora Renata Santos  recebe o atendimento pré-natal na Clínica da Família Pastor Rosalvo Dantas, no bairro Valdariosa e já se sente tranquila ao saber que poderá ter o filho sem sair da cidade. "É uma ótima notícia para nós mulheres, porque não será preciso se preocupar com transporte nem se deslocar para longe para termos nossos bebês. Vai facilitar a vida de muita gente", comemora.

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