Unidade terá 42 leitos de internação e capacidade para 500 partos por mês

 

O prefeito Carlos Vilela fez ontem a (10) mais uma visita técnica às obras de reforma, modernização e ampliação do Hospital Maternidade de Queimados, que estão 70% concluídas. Após ter que fazer reforço estrutural nos três pavimentos do prédio, que abrigava a antiga Casa de Saúde Bom Pastor – pois a estrutura estava comprometida – os trabalhos entraram agora na fase de acabamento e a previsão de entrega é para setembro. Ao todo, a unidade terá 42 leitos de internação, dois centros cirúrgicos – um para parto, outro para cirurgias eletivas –, diversas enfermarias e atende todas as normas de acessibilidade, como por exemplo: rampa de acesso e elevador nos três pavimentos. A capacidade total será de 500 partos por mês.

Vilela gostou do que viu na visita e ressaltou a importância da maternidade para a população. "Avançamos bastante em relação a inspeção anterior. Não vemos a hora de entregar essa maternidade para as nossas mamães. Será uma maternidade regional, ou seja, vai atender Queimados e as cidades vizinhas. Além disso, faremos cirurgias eletivas que representam hoje uma demanda de cerca de 7 mil moradores da nossa região", afirmou o prefeito.

Inicialmente prevista para ser entregue este mês, a obra passou por uma mudança em seu projeto original, uma vez que a estrutura do imóvel estava comprometida e apresentava risco de desabamento, conforme explica o engenheiro responsável Bruno Vila Boas. "Após fazemos a sondagem, detectamos problemas estruturais sérios, que vão desde a fundação até o terceiro pavimento. Este prédio estava com alto grau de colapso e a estrutura condenada. Tivemos que então fazer reforços mistos, contemplando estruturas metálicas, encamisamento de pilares, toda parte de impermeabilizações, entre outras ações, demandando um pouco mais de tempo que o previsto"”, afirmou.

O Hospital Maternidade Queimados está sendo construído onde funcionava a antiga Casa de Saúde Bom Pastor, unidade particular que era conveniada ao Sistema Único de Saúde e foi fechada há quatro anos pelos donos por não conseguirem mais arcar com os custos. Após anos de luta judicial, o governo municipal conseguiu concretizar no ano passado o processo de desapropriação do imóvel. As obras começaram em 10 de novembro e têm o custo de  aproximadamente R$ 2 milhões.

Além da maternidade, a unidade também fará cirurgias eletivas, como remoção de miomas, histerectomia (retirada do útero) e laqueadura com planejamento familiar, além de oferecer todos os componentes da Rede Cegonha, como pré-natal, parto e nascimento, cartório para registro de nascimento e laboratório para exames de rotina.

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