Prefeitura tem dinheiro em caixa, mas não garante o serviço

 

No cargo há um ano e sete meses, o prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Junior, o Charlinho (foto), apesar os inúmeros "puxões de orelha" do Ministério Público, Justiça e Tribunal de Contas, ainda não aprendeu a lição e continua brincando com fogo. Tem alegado falta de recursos para tudo, mas essa desculpa não pode ser dada em relação ao transporte de escolar que só atende parte dos alunos da rede municipal de ensino. É que dinheiro para isso existe, tem sido repassado regularmente pelo governo federal, só que não vem sendo usado.

Pelo que foi apurado até agora, no ano passado, por exemplo, teria sobrado o total de cerca R$ 300 mil, quantia que poderia ser usada para consertar os ônibus que estão parados ou alugar veículos para atender a demanda. Como vem sendo alertado e não toma providência, Charlinho vai ser alvo de uma ação de improbidade administrativa a ser ajuizada pela Defensoria Pública da União.

Na verdade, a deficiência no transporte de alunos vem sendo notada desde 2016, último ano da gestão do prefeito Wesley Pereira, que deixou uma sobra de R$ 210 mil e estudantes a pé. Em abril deste ano a Defensoria Pública da União recomendou que o município regularizasse o serviço, mas as crianças residentes na zona rural continuam indo para caminhando por vias poeirentas ou de carona, o que é uma vergonha, uma vez que todos os anos o Ministério da Educação faz o repasse dos recursos necessários para o município cobrir as despesas com o transporte escolar.

Com a palavra o prefeito Carlo Busatto Junior e a secretária municipal de Educação, Andréia Cristina Marcello Busatto.

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