Prefeito quer que a Câmara aprove às pressas descarte do lixo da cidade em aterro sanitário de Paracambi, mas ele foi contra isto quando era presidente da Casa

 

Os vereadores de Japeri, na Baixada Fluminense, não estão entendendo nada: quando presidente da Câmara Cesar Melo (foto), hoje prefeito, foi contra o uso do aterro sanitário de Paracambi para o descarte final do lixo coletado em sua cidade, articulando a reprovação, pela Casa, de uma permissão para isto. Agora, entretanto, quer que o Poder Legislativo aprove, às pressas, um projeto de lei autorizando a Prefeitura a levar os resíduos sólidos do município para o espaço administrado pela empresa Inspector Engenharia, com Japeri passando a integrar um consórcio já formado por quatro cidades. 

O pedido de urgência foi posto à apreciação do plenário no dia 12 de dezembro, última sessão ordinária antes do recesso parlamentar. Alguns vereadores querem analisar melhor o assunto, pois o prefeito resolveu usar o aterro sanitário no momento em que há uma alerta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de que solo do espaço não teria sido impermeabilizado, o que pode causar contaminação do lençol freático. 

A urgência foi derrubada pela maioria dos vereadores, mas Melo estaria tentando convencer o vereador Marcio José Russo Guedes, Marcio Manequinha – que assumiu  a presidência ontem (1º) – a convocar uma sessão extraordinária durante o recesso para aprovar o projeto, mas os vereadores que foram contra o pedido de urgência já anunciaram que recorrerão à Justiça se a sessão extraordinária acontecer.

Chamado de Complexo de Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos, o aterro sanitário de Paracambi foi criado para atender, através de um consórcio, os municípios de Paracambi, Japeri, Queimados, Mendes e Engenheiro Paulo de Frontin, mas Japeri não conseguiu entrar ainda porque não havia sido aprovado um projeto de lei neste sentido.

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