Três décadas já se foram e o antigo distrito continua dependendo de Resende

 

Os impostos abastecem os cofres da Prefeitura, os repasses constitucionais estão em dia, sem contar as verbas de convênio e de eventuais emendas parlamentares, assim como as transferências do Fundo Nacional de Saúde, mas é nas UPAs e hospitais de Resende que os moradores de Itatiaia, antigo quarto distrito, encontram socorro médico. O assunto foi abordado esta semana na Câmara de Vereadores da cidade-mãe, uma fala oportuna do vereador Reginaldo Paulo da Silva, o Reginaldo de Engenheiro Passos. O parlamentar lembrou, nas vésperas das comemorações do 30º aniversário da emancipação político-administrativa de Itatiaia, que enquanto Resende investe 35% de sua receita em Saúde, a Prefeitura itatiaiense gasta apenas 17%...

De acordo com os números de 2018, o prefeito Eduardo Guedes, o Dudu, teve R$ 218 milhões para administrar uma cidade de apenas 30 mil habitantes. É muito dinheiro se comparar o orçamento de Itatiaia com as dotações de municípios com até dez vezes mais habitantes, como Magé, por exemplo, que no ano passado teve uma receita de R$ 480 milhões para cuidar de um universo populacional estimado em cerca de 300 mil moradores, mantendo dois hospitais, uma policlínica, unidades 24 horas e do Programa Saúde da Família (PSF).

Shows como "remédio" – O aniversário é neste sábado (1), mas os festejos começaram quarta-feira (29), com a apresentação da cantora gospel Aline Barros. A agenda de shows vai até amanhã, quando o cantor Luan Santana, que chega a receber R$ 300 mil de cachê, estará se apresentando. O valor, somado aos R$ 60 mil que o sambista Péricles costuma cobrar por show ultrapassa, o que foi licitado para aquisição de remédios para as unidades de saúde do município em 2018 e que ainda continua valendo.

Com valor global de R$ 270 mil, o pregão dos medicamentos foi divididos em lotes vencidos pelas empresas Comercial Cirúrgica Rio Clarense (R$ 185.156,00), TS Farma (R$ 41.313,00), Disk Med Pádua (R$ 30.095,40), Droga Fonte (R$ 17 mil) e Especifarma (R$ 1.800).

Em março deste ano um vídeo divulgado nas redes sociais mostrava vazamento no teto do Hospital Municipal Manoel Martins de Barros, um transtorno a mais para funcionários e pacientes nas enfermarias nos dia de chuva. Mas não é só isso: os usuários da rede de atendimento médico reclamavam da falta de medicamentos, problema que, segundo relatos de quem tem buscado socorro, ainda não teria sido resolvido.

*O espaço está aberto para qualquer manifestação. Com a palavra a Prefeitura de Itatiaia.

 

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