Vereador dá uma de uma de fiscalizador, mas mantém academia irregular na cidade

 

Se colocando nas redes sociais como o maior fiscalizador dos atos da administração municipal de São João de Meriti, usando vídeos para fazer denúncias de supostas irregularidades nos serviços prestados pelo município à população, o vereador Carlos Eduardo do Soares, o Dudu Soares, teve a máscara arrancada por seus próprios atos. Uma operação de choque de ordem realizada por órgãos da Prefeitura com a finalidade de orientar o comércio local para a necessidade de operar dentro da lei, deparou com o inesperado: uma academia de ginástica que seria propriedade do "fiscal do povo", teria sido aberta "na marra" e vinha funcionando sem nenhum tipo de licença.

Na tarde desta terça-feira (18) agentes das secretarias de Governo, Fazenda, Obras, Saúde (Vigilância Sanitária) e Ambiente e Sustentabilidade fizeram uma ação fiscal nos bairros Sumaré e Vilar dos Teles, quando constataram que a Academia Definição e Saúde, que de acordo com a Prefeitura seria de propriedade do vereador que se auto-intitula "paladino da verdade e da virtude", funcionava, pelo menos desde 2013, segundo eles, "sem nenhuma autorização e sem nenhuma licença".

De acordo com a Prefeitura, a fiscalização lavrou que no local não havia certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros e nem de autorização de funcionamento emitido pela Vigilância Sanitária. Além disso, informou a administração municipal, o estabelecimento não tinha sequer um comprovante de IPTU pago, e não teria apresentado notas fiscais dos equipamentos para exercícios físicos e, claro, "não possuía alvará de funcionamento da Prefeitura".

Por se tratar de uma atividade que pode pôr em risco a vida de pessoas, a academia foi fechada até que reúna toda a certificação necessária para sua reabertura. Os responsáveis já haviam sido notificados pela Prefeitura, mas não regularizam a situação.

Durante a operação que fechou seu negócio por estar em situação irregular, Dudu Soares esteve no local, e gravou um vídeo. Ele se coloca como perseguido pelo governo o qual denuncia, quando deveria, como representante do povo e fiscalizador do interesse público, dar o exemplo, pondo seu comércio para funcionar dentro do que a lei determina.

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