Apesar de ter prometido durante a campanha eleitoral reduzir a tarifa de transporte público coletivo a R$ 2,40, o prefeito de Resende Diogo Balieiro Diniz (foto) decretou mais um reajuste na passagem de ônibus. A partir desta quinta-feira (20) os moradores terão que desembolsar R$ 4,00 para serem transportados pelas sucatas ambulantes da São Miguel, empresa que detém a concessão do transporte público municipal e que presta um péssimo serviço à população. O discurso oficial do governo de Balieiro é uma decisão da justiça, favorável à empresa. 

Ironicamente a empresa agiu dentro do que estabelece seu contrato com a Prefeitura, tendo o reajuste sido aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Transporte e Transito (Comutran) no final de 2018. O que reforça entre a população a tese de que o prefeito apenas tenta fazer média com a população ao publicar decretos que, de fato, nunca impediram os reajustes da São Miguel uma vez que não possuem fundamentos legais para isso. 

O que Diogo Balieiro poderia ter evitado, e não fez, foi o aumento da taxa de iluminação pública. O reajuste aconteceu por iniciativa do prefeito, que no apagar das luzes de 2017 enviou para a Câmara um projeto de Lei reajustando a Contribuição de Iluminação Pública (CIP) em percentuais que variaram entre 7% e 170%, em alguns casos.

No início deste ano, mais uma canetada sem tinta de Balieiro foi "reescrita" pela justiça. Neste caso em favor da Água das Agulhas Negras, concessionária dos serviços de água e esgoto do município, que reajustou em 11,51% os serviços prestados à população. Embora também execute um péssimo serviço à população, a empresa agiu dentro da legalidade em relação ao aumento, o que não justificava o suposto "teatro" protagonizado pelo prefeito, cujo governo é considerado populista e direcionado ao marketing pessoal do governante, custeado com o dinheiro do povo.

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