Blindado por um marketing que já custou cerca de R$ 2,5 milhões ao bolso dos contribuintes de Resende em contrato publicitário e embalado com a ajuda de um exército de cargos comissionados e seus agregados, pelas redes sociais, o governo do prefeito Diogo Balieiro Diniz parece tentar usar o azul marinho adotado por sua administração para vendar os olhos da população para algum outro tipo de realidade. O exemplo mais recente não vem das paredes azuladas de Balieiro e sim do chão. Trata-se do asfaltamento da estrada Surubi-Bulhões, de aproximadamente oito quilômetros, que, ao término da pavimentação consumirá R$ 27,2 milhões desde que o projeto foi iniciado, o que, para alguns observadores, poderá resultar em uma "cratera" nas contas públicas.

A suposta "cratera" começou a ser aberta em 2015, quando o ex-prefeito José Rechuan assinou o contrato administrativo 69/2015 com a empresa Valle Sul, sediada em Angra dos Reis. Um buraco que teve seu tamanho aumentado quatro vezes na gestão de Balieiro. Para se ter uma ideia do tamanho do possível disparate, o governo do estado de São Paulo anunciou no final de 2018 o asfaltamento dos cerca de 10 quilômetros de uma estrada vicinal que une as cidades de Salesópolis e Guararema, ao custo de R$ 16,8 milhões, segundo informado em uma edição do Diário Oficial daquele estado, em julho do ano passado. 

Assinado em agosto de 2015 por Rechuan, o contrato objetivava execuções de ações do programa MCID/Planej. O valor global na ocasião era de R$ 23.771.166,20 para pavimentação da estrada, que une o bairro Surubi ao distrito de Bulhões. Alguns pequenos trechos de acesso à estrada, também inclusos no contrato, chegaram a ser pavimentados ainda na gestão do ex-prefeito. No governo Balieiro, o contrato passou por quatro acréscimos que totalizam R$3.527.587.39 e que elevaram o custo da pavimentação para R$ 27.298.753,59 de acordo com as últimas informações do Portal da Transparência. O primeiro de R$ 412.569,41 (setembro de 2017), o segundo no valor de R$ 2.152.352,46 (janeiro de 2018), o terceiro ao custo de R$ 612.018,33 (agosto de 2018) e um quarto no valor de R$ 350.647,19 (abril de 2019).

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