Documentos apontam para gastos de quase R$ 10 milhões em dois anos

 

Segundo o Qedu, a mais importante plataforma de dados sobre Educação no país, em 2017 – primeiro ano da gestão do prefeito Eduardo Guedes, o Dudu – o município de Itatiaia, no Sul Fluminense, tinha pouco mais de 5,5 mil alunos matriculados na rede pública de ensino, 5.658 para ser exato. No mesmo ano, apontam documentos da Prefeitura, o transporte escolar teria custado mais de R$ 3,8 milhões, valor bem acima do verificado no mesmo período em cidades com universos populacional e de estudantes superiores aos de Itatiaia, onde, em 2017, mostram os registros disponibilizados nesta matéria, as empresas Expresso Itatiaia e Viação Penedo teriam obtido um excelente faturamento prestando o serviço, que, de acordo com a papelada, teria custado ainda mais no ano passado, passando de R$ 6 milhões...

Em nota enviada ontem ao elizeupires.com a Prefeitura de Queimados anunciou que vai pagar as parcelas devidas pela desapropriação do prédio da antiga Casa de Saúde Bom Pastor, ocorrida judicialmente em 2015. O imóvel foi desapropriado para sediar um hospital-maternidade municipal, que deveria ter entrado em funcionamento no segundo semestre do ano passado, o que não foi possível, devido ao atraso nas obras de reforma, ampliação e adaptação do imóvel, que – considerado o valor inicial do contrato e os dois termos aditivos assinados – estão custando mais de R$ 3,2 milhões. Na nota a Prefeitura informa que "90% das  obras a previsão de entrega é ainda para o primeiro semestre deste ano".

Obras estão sendo feitas em prédio desapropriado e ainda não pago

 

"Obra na casa alheia". É assim que estão sendo vistas as intervenções de reforma, adaptação e ampliação no prédio onde, um dia, talvez possa vir a funcionar o Hospital-Maternidade Municipal de Queimados, que deveria ter ficado pronto em julho de 2018 e inaugurado dois meses depois. Como, segundo o dito popular, o que começa errado não pode dar certo, a tal inauguração pode demorar muito mais ainda. Primeiro pelo atraso que já elevou o preço contratado em mais de R$ 800 mil e, segundo, porque os donos o imóvel ainda não receberam pela desapropriação, uma situação complicada criada pelo ex-prefeito Max Lemos (foto) em 2015 e herdada pelo atual gestor, Carlos Vilela. Nesse caso quem deve estar satisfeito da vida é o pessoal da BVB Engenharia, empreiteira contratada para dar conta do recado e que já teve o contrato aditivado duas vezes, com o valor global chegando hoje a exatos R$ 3.222.893,96.

Pais se queixam de que os alunos estavam ficando a pé

 

Além de prestar um péssimo serviço à população, a empresa Iluminada (Grupo Trel), que opera nas linhas municipais de Magé, não estava respeitando o direito dos estudantes da rede municipal de ensino de se locomoverem em seus ônibus. Pelo menos é disso que reclamam pais de alunos, que tiveram a briga comprada pela Procuradoria-Geral do Município. A PGM ingressou na Justiça com pedido de medida cautelar e, de agora em diante, tanto a operadora das linhas locais quanto as empresas que exploram as linhas intermunicipais, terão de permitir o acesso dos alunos aos seus veículos. Pelo que foi decidido, as permissionárias devem transportar os estudantes, devidamente uniformizados e caso a medida seja descumprida terão de pagar multa diária no valor de R$10 mil. A decisão vale até que os passes escolares sejam distribuídos.

A sessão de ontem (26) da Câmara de Vereadores de Rio das Ostras deixou sei jeito o prefeito da cidade. É que Marcelino Borba (foto) havia convocado os moradores para o que, segundo ele, uma audiência pública para se discutir a abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Âncora, mas na verdade se tratava de uma reunião ordinária da Casa para apreciação de um projeto de lei que reduz de cinco para dois anos o período de experiência para que uma Organização Social (OS) possa ser contratada pelo município. Marcelino ficou em situação delicada quando um dos parlamentares, Rodrigo Jorge Barros, o Rodrigo da Aposentadoria, tocou na ferida: quando vereador o hoje prefeito era contra a terceirização da gestão de unidades de saúde e agora não só mudou de ideia como quer reduzir o tempo de experiência exigido atualmente.