Mas não revela onde e em que o dinheiro do povo está indo parar

Há pouco mais de nove meses no cargo, o presidente da Câmara de Vereadores de Japeri parece ter aprendido rápido a esconder os gastos do Poder Legislativo, uma prática que já se tornou comum no município mais pobre da Baixada Fluminense. A exemplo de seus antecessores, Wesley George de Oliveira, Miga (foto), não disponibiliza as despesas da Casa no Portal da Transparência, o que impede o controle social garantido pela Lei Complementar nº 131/09, também conhecida como Lei da Transparência. Formada por 11 vereadores, a Câmara de Japeri tem mais de 30 cargos comissionados, fora a mão de obra temporária, mas os moradores da cidade não conseguem saber quanto isto lhes custa por mês e muito menos o destino dado a um orçamento de R$ 5,3 milhões.

A folha de pagamento da Prefeitura vai ficar mais 'pesada', mas os servidores efetivos continuarão sem o reajuste salarial esperado desde 2014

Folha de pagamento terá acréscimo de R$ 5,2 milhões

Andar fora dos trilhos atropelando os verdadeiros interesses da municipalidade parece ser mesmo uma viagem sem volta na gestão do prefeito de Resende Diogo Balieiro Diniz, que dias após negar qualquer chance de reajuste salarial aos servidores efetivos - que desde 2014 estão sem aumento - decidiu levar adiante a proposta chamada de 'reforma administrativa' que beneficia diretamente os ocupantes de cargos de confiança, os famosos CCs, escolhidos por ele. Segundo os cálculos de representantes da Associação dos Professores, o Projeto de Lei 012/2017 que deverá ser apreciado pelos vereadores nos próximos dias, poderá custar aos contribuintes mais R$ 5.239.675,65 ao ano, um impacto de 12,77% com o pagamento dos CCs e das Funções Gratificadas (FG) que também são escolhidas pelo prefeito. Caso a 'reforma' seja aprovada pela Câmara, o custeio dos CCs e das FGs deverá saltar dos atuais R$ 38,7 milhões para R$ 43,6 milhões anuais, números que superaram os primeiros levantamentos, feitos na ocasião da divulgação da proposta.

Contratação temporária vale por um ano e salários chegam a R$ 7 mil

Estarão abertas a partir das 9h desta segunda-feira, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, no bairro São José do Barreto, as inscrições para o processo seletivo simplificado aberto pela Prefeitura de Macaé. Estão sendo oferecidas 1.300 vagas temporárias em cargos de níveis básico, médio, médio técnico e superior, com salários variando de R$ 1 mil a R$ 7 mil. As provas objetivas estão marcadas para os dias 23 e 24. Os locais de prova serão divulgados nos próximos dias no site oficial do município, onde a ficha de pré-inscrição está disponível. Os interessados devem preenchê-la on line, imprimir uma cópia e apresentá-la no ato da inscrição presencial, com cópias de documento oficial de identificação com foto e CPF.

Novo pórtico não faz parte do projeto de revitalização de via. Foi licitado separado

Anunciada como parte da obra de revitalização da Avenida Dr. Carvalhais, principal entrada para o município de Belford Roxo pela Rodovia Presidente Dutra, a derrubada de um pórtico construído na gestão do prefeito Jorge Júlio Costa dos Santos, o 'Joca' e a substituição por um novo portal, além de desnecessária - segundo entendimento de vários moradores da cidade -, vai custar caro aos cofres da municipalidade. De acordo com o Contrato 02/00001/2017, a Prefeitura vai desembolsar R$ 205.672,03 e o novo pórtico será construído em dois meses. A administração municipal alega que precisava modernizar o principal acesso, mas algumas lideranças locais vêem nisso uma tentativa de apagar os vestígios deixados por 'Joca', o primeiro prefeito da história de Belford Roxo, como já aconteceu com a mudança do brazão da cidade e com a troca do nome do hospital que levava o nome de Jorge Júlio, que será reinaugurado como Hospital Municipal de Belford Roxo.

Estação de tratamento do bairro Lagoa é fruto de uma reivindicação antiga

Técnicos da Fundação Nacional de Saúde vistoriaram a Estação de Tratamento de Esgoto do bairro Lagoa, um projeto iniciado há mais de dez anos através de um convênio entre a Prefeitura e a Funasa. A obra foi paralisada várias vezes e depois de 27 aditivos de prorrogação no contrato pode ser concluída. A retomada ocorreu na atual gestão, a partir de ações conjuntas das secretarias municipais, técnicos ambientais, engenheiros e da participação dos próprios moradores. Na última sexta-feira (1) o relatório da parte técnica foi assinado pelo prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão e em seguida foi realizada a vistoria da unidade.