Fotos divulgadas em rede social mostram pai de um dos donos da empresa contratada por mais de R$ 8 milhões ao lado do prefeito da cidade durante a campanha eleitoral gesticulando o 11 do PP

Apontado como "ilegal e superfaturado" pelo Tribunal de Contas do Estado, um contrato firmado sem licitação pela Prefeitura de Japeri com a DN Gril Produtos Alimentícios para o fornecimento de produtos para a merenda escolar, está sendo visto agora, um ano e quatro meses depois de firmado, como "ação entre amigos". A nova visão foi despertada por uma fotografia divulgada via redes sociais, na qual Jonas Neves, pai de um dos donos da empresa, aparece ao lado do prefeito Carlos Moraes Costa, gesticulando o 11 do Partido Progressista, legenda de Moraes. Ao tono a DN Gril firmou três contratos com a Prefeitura, no total de mais de R$ 8 milhões. Também existem outras imagens, nas quais os dois sócios da firma também parece fazendo o mesmo gesto.

Denúncia de sobrepreço foi feita pelo presidente da Câmara de Vereadores

O Controlador Geral da Prefeitura de Mesquita, Nicola Palmieri, nega que tenha havido superfaturamento nos contratos firmados com as empresas Ban Car e Rio Lastef para a locação de veículos para atender a Secretaria de Ação Social, conforme fora denunciado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo dos Santos Rosa, o Marcelo Biriba. Nicola explica que foi feito um registro de preço, com as contratadas sendo obrigadas a manter os valores licitados pelo período de um ano e que antes de classificar os participantes da licitação o setor de compras realizou três cotações e delas foi retirada a média, que é o valor estimado.

Uma fonte ligada ao governo informou há pouco ao elizeupires.com que o prefeito Rogério Lisboa recuou em relação à substituição do secretário de Saúde Hildoberto Carneiro por um médico ligado a rede particular de Volta Redonda. O escolhido seria um Reginaldo da família Sorrenti – existem dois, pai e filho – , um deles donos de duas unidades falidas: Hospital São Camilo (foto) – nome fantasia da empresa Conmedh Convênios Médicos Hospitalares, que entrou em liquidação – e Hospital São José. A notícia da troca de comando gerou preocupação entre os prestadores de serviços conveniadas, pois havia a informação de que um grupo estaria interessado em levar para fora de Nova Iguaçu procedimentos de alta complexidade em pacientes cardíacos, o top da tabela do Sistema Único de Saúde.

O prefeito Rogério Lisboa vai sacramentar nos próximos dias a posse do novo secretário de Saúde e que o escolhido, segundo uma fonte ligada ao governo, é mesmo um médico de nome de Reginaldo da família Sorrenti de Volta Redonda, ligada à um rede particular. É um Reginaldo Sorrenti o dono de duas unidades falidas: Hospital São Camilo (foto) – nome fantasia da empresa Conmedh Convênios Médicos Hospitalares, que entrou em liquidação – e Hospital São José. Com a divulgação da intenção de Lisboa em tirar um iguaçuano para colocar uma pessoa de fora no cargo, alguns representantes de unidades conveniadas ganharam uma preocupação a mais: além de eles não receberem em dia, há informação de que um grupo estaria interessado em levar para fora de Nova Iguaçu procedimentos de alta complexidade em pacientes cardíacos, o top da tabela do Sistema Único de Saúde.

Sobrenome do possível novo secretário é de uma família proprietária de unidades particulares em Volta Redonda, no Sul Fluminense

Ao que parece, em Nova Iguaçu, para o prefeito Rogério Lisboa (foto), não há nenhuma pessoa capacitada para gerir a rede municipal de Saúde. Tanto é assim que ele foi buscar em Rio Bonito um grupo problemático – gente que perdeu cargos em outras prefeituras por decisão judicial – para cuidar da parte financeira do setor. Agora, segundo uma fonte ligada ao governo, o secretário Hildoberto Carneiro poderá sair da cadeira de secretário nos próximos dias, passando o assento para um oriundo de Volta Redonda, que teria o sobrenome Sorenti. Na Cidade do Aço existem pelo menos dois Reginaldos com este sobre nome, ambos ligados à rede há dez anos.