João Ferreira estaria buscando atingir o atual prefeito deixando de pagar funcionário nomeado

João quer parcelar salário de efetivos em 12 vezes e dar uma “banana” para os comissionados

O último salário pago aos cerca de três mil ocupantes de cargos comissionados em São João de Meriti foi o do mês de julho. Os vencimentos de agosto e setembro deverão ser pagos até o dia 31 deste mês. Os salários de outubro, novembro, dezembro e o décimo terceiro ficarão para a próxima gestão pagar, repetindo a situação verificada em 2008, o último ano de mandato do prefeito Uzias Mocotó, governo do qual o prefeito eleito João Ferreira Neto (PR) fez parte como secretário de Saúde. Os atrasados foram pagos em três meses e em abril de 2009 a folha de pagamento já estava normalizada. Desta vez, já deixou claro o novo prefeito, vai levar um ano para isto acontecer, mesmo assim só os servidores estatutários vão receber o que estiver em atraso.

Antonio Marcos assegura que não vai deixar salário atrasado nem repasses previdenciários pendentes (Foto: Vitor Nantes)

E dinheiro da previdência municipal recebe proteção contra aplicações de risco

Os servidores do município de Casimiro de Abreu não terão nenhum problema para receberem o pagamento do mês de dezembro, o último da gestão do atual, que termina no próximo dia 31, depois de dois mandatos consecutivos. A afirmação é de prefeito Antonio Marcos Lemos. Segundo ele, o dinheiro dos funcionários está garantido e o décimo terceiro salário será pago primeiro, no máximo até o dia 20. A outra boa notícia para os servidores é quanto às finanças da previdência, o Iprev-CA, que registra um caixa de R$ 143 milhões, R$ 125 milhões a mais do contabilizado no dia 31 de dezembro de 2008, quando Paulo Dames, prefeito eleito no dia 3 de outubro, saiu da Prefeitura, também depois de dois mandatos seguidos.

As creches do Vale das Pedrinhas e da Várzea Alegre foram anunciadas com pompas (Foto: Divulgação/PMG)

Creches não são entregues no prazo e acabam custando muito além do contratado

Fazer obras para a Prefeitura de Guapimirim parece ser um excelente negócio. Não precisa cumprir os prazos estabelecidos e para conseguir uma prorrogação e elevar o preço combinado basta se queixar ao “papa”, ou seja, ao secretário responsável pela contratação, alegando, por exemplo, "fatores climáticos e feriados". Foi assim no caso da creche que iria atender às crianças do bairro Iconha e situação semelhante aconteceu com mais duas unidades do mesmo porte, uma na Várzea Alegre e outra no Vale das Pedrinhas. No primeiro a empresa MVC Componentes Plásticos foi atendida em todos os pedidos de aditivos, recebeu mais da metade do valor inicial do contrato, mas paralisou os serviços e o município ficou no prejuízo. As outras unidades são de responsabilidade da empresa Romano Verde Engenharia e Paisagismo, que, segundo informa o sistema de pagamentos da Prefeitura, já recebeu mais de R$ 3,7 milhões, mas, ao ser notificada pela Secretaria de Educação sobre a demora na conclusão das creches, acusou, entre outras alegações, atraso na quitação das faturas, fazendo a comunicação por escrito.

O Hospital José Rabello de Mello vem registrando frequentemente falta de remédios e materiais básicos

Falta de remédios e material de consumo fecha o pronto atendimento

Embora a Secretaria Municipal de Saúde tenha comprometido nos últimos meses cerca de R$ 5 milhões com a aquisição de remédios, material de consumo, manutenção da frota e compra de artigos de papelaria, por falta de recursos foi fechado nesta terça-feira o setor de emergência do Hospital José Rabello de Mello. De acordo com informações de servidores lotados na rede de atendimento médico, a situação já dura um mês, mas piorou bastante na última semana. “Nós queremos trabalhar, mas não tempos condições de trabalho. O pior é que não temos para quem apelar, pois o prefeito (Marcos Aurélio Dias) sumiu da cidade e o secretário de Saúde não resolve nada. Se gastou o município dinheiro com remédio e material básico onde isto foi parar?", indaga um funcionário da unidade.

Apesar de ser um empresário bem sucedido Miguel Jeovani não é visto como um bom gestor público (Foto:PMA)

Prefeitura arrecadou além do previsto e gastou mais do que podia

As despesas com pessoal na Prefeitura de Araruama têm aumentado desde 2013, o primeiro ano do mandato do prefeito Miguel Jeovani, que somente no início deste mês conseguiu pagar o salário de setembro aos servidores, que não sabem se terão o décimo terceiro quitado em dezembro. Números apurados pelo Tribunal de Contas do Estado sugerem que os problemas financeiros do município ocorrem mais por gestão do que pela crise econômica que afeta o pais. Em 2015, por exemplo, a Prefeitura esperava arrecadar o total de R$ 256.388.950,00, mas a receita efetiva somou R$ 277.772.745,24, registrando um excesso de arrecadação de R$ 21.383.795,24. Porém, apesar do excedente, a administração municipal fechou o ano com um déficit de R$ 21.523.521,43, com a gestão de Miguel gastando R$ 283.190.917,98.