O treinamento dos profissionais de ensino para a gestão escolar on-line depende de uma boa conexão (Foto:PMG)

A internet é uma porcaria, mas mesmo assim gestão escolar on-line foi implantada

Ao custo de R$ 780 mil a Secretaria de Educação de Guapimirim contratou, no dia 23 de maio deste ano, a Inffactor Comercio e Serviços para implantar um software de gestão escolar on-line para toda rede municipal do ensino e treinar os profissionais da área para operarem o sistema. Do total, consta no registro de pagamentos da Prefeitura, a empresa já recebeu R$ 314 mil, mas nada garante, revelam servidores do setor, que a coisa vá funcionar a contento, simplesmente porque, afirmam, o serviço de internet disponibilizado “é uma porcaria”. Na verdade o treinamento dos profissionais da Educação começou no mês passado, mas desde agosto, segundo prova o processo administrativo 7615, o governo vem fazendo pagamentos pela prestação do serviço.

Nelson Bornier disse que o processo está sendo feito com "total transparência" (Foto:Divulgação)

Prestadora de serviço teria tido acesso à licitação sobre iluminação pública

Uma concorrência pública envolvendo R$ 172 milhões está marcada pela Prefeitura de Nova Iguaçu para o dia 19 de dezembro, mas poderá não acontecer. O certame já tinha sido anunciado antes, mas acabou suspenso pelo Tribunal de Contas, decisão tomada depois que uma denúncia encaminhada ao Ministério Público revelou que funcionários da empresa Ilumisul – responsável pela manutenção da iluminação pública da cidade – teriam tido acesso à documentação do processo administrativo 2016040137. A licitação é para sacramentar uma Parceria Público-Privada, visando a concessão de todo o sistema de iluminação, passando para a empresa a ser contratada o direito de receber os valores da taxa de iluminação e prestar o serviço por um período de 35 anos.

O prefeito Gelsinho Guerreiro foi "enterrado" ontem por trabalhadores revoltados com a falta de pagamento

Funcionários terceirizados não recebem há três meses

De janeiro de 2013 e até ontem o município de Mesquita gastou R$ 271 milhões com terceirização de mão de obra, despesa que aumentou significativamente em 2014 e 2016, anos de eleição. Em 2013 foram feitos pagamentos em favor das cooperativas Multiprof, Captar Cooper e Renacop, substituídas depois pela Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege), que faturou nos últimos anos R$ 215 milhões. Apesar do grande volume de dinheiro, trabalhadores terceirizados estão sem receber e já não sabem mais a quem apelar, pois o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não é visto na cidade, não sendo encontrado nem mesmo pelos secretários. Ontem 350 trabalhadores fizeram o enterro simbólico do prefeito e caminharam em manifestação pacífica por cerca de um quilômetro. Estiveram na sede da Prefeitura e não foram recebidos por ninguém.

Nova gestão só vai começar em janeiro, mas futuros chefes já perturbam servidores

Os professores da rede municipal de ensino de Belford Roxo estão experimentando uma situação jamais vista. Eles nunca foram incomodados por membros de equipes de transição nas passagens de governos anteriores e agora estão recebendo visitas de possíveis futuros chefes, gente que ainda não tem nenhum cargo no governo, mas já estaria se achando. Com 41 membros, a comissão de transição do prefeito eleito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, é a maior do estado, superando até a de Marcelo Crivella (prefeito eleito da capital Fluminense) e alguns deles ou pessoas por eles indicadas, reclamam profissionais da rede, estaria indo às escolas para ‘fiscalizar os trabalhos´, o que em vez de ajudar só atrapalha.  “A equipe é grande porque representa dois gestores diferentes, o prefeito e o vice. As comissões não trabalham na ponta final, mas colendo dados junto às secretarias, mas como nossa cidade agora tem dois caciques acaba gerando problemas”, conta um aliado.

Roni (centro) rompeu o contrato com a organizadora do processo seletivo e não tocou mais no assunto

E os candidatos inscritos ficam no prejuízo

Com taxas variando entre R$ 65 e R$ 100, a Câmara de Vereadores de Silva Jardim abriu, em setembro do ano, passado as inscrições para um concurso público que ficou apenas na promessa. O processo seletivo oferecia 138 cargos em várias funções, sendo apenas 18 para admissão imediata e a estimativa é de que tenham sido arrecadados cerca de R$ 700 mil. Em agosto deste ano, quando o Instituto Nacional Escola Superior da Administração Pública (Inesap) já estava pronto para aplicar as provas objetivas, o presidente da Câmara, Roni Luiz Pereira, decidiu romper o contrato com a instituição e comunicou que a própria Câmara se encarregaria de dar prosseguimento ao concurso.