Wesley foi alertado pelo TCE duas vezes em 2015 sobre compra de itens para a rede municipal de ensino

Em abril de 2015 o TCE pediu informações sobre compras uniformes, tênis e correlatos. Duas das empresas fornecedoras venderam recentemente mais de R$ 4,5 milhões em itens semelhantes para a Prefeitura de Guapimirim

Embora tenha levado mais de um ano para tomar providências e buscar o destino dado a uniformes e materiais escolar comprados pela Prefeitura de Itaguaí entre 2013 e 2014, na gestão do prefeito Luciano Mota - que teria gasto cerca de R$ 10 milhões na aquisição de itens para atender a demanda do setor de Educação - o atual prefeito de Itaguaí, Wesley Pereira sabia desde abril de 2015 que poderia haver algo de errado com esses fornecimentos. No ano passado, em duas oportunidades, ele foi alertado pelo Tribunal de Contas que pediu cópias dos contratos firmados para essas compras, entre eles dois assinados com a empresa VER 55, que juntamente com a VMGMar Comercial (ambas tendo o comercio de material de informática como atividade econômica principal), venderam recentemente mais de R$ 4,5 milhões de itens idênticos para a Prefeitura de Guapimirim.

Contas públicas são mantidas em segredo. Acesso à informações garantido por lei somente com senha

De acordo com a legislação as contas públicas, receitas e gastos dos governos federal, estadual e municipal devem ser disponibilizadas de forma clara nos portais de transparência para facilitar o controle social, mas parece que isso não vale para o município de Paracambi, na Baixada Fluminense, onde o prefeito Tarciso Pessoa (PT) não mostra os números de jeito nenhum. No site oficial da Prefeitura não há nada sobre os gastos com prestadores de serviços ou fornecedores e para conferir os relatórios de gestão é preciso senha, uma exigência ilegal, uma vez que o acesso tem de ser livre, pois as contas, como o próprio nome já diz, são públicas. Assim os contribuintes ficam sem saber, por exemplo, onde e em que foram gastos os repasses feitos pelo governo federal entre janeiro de 2009 e 30 de abril deste ano, que somam mais de R$ 440 milhões.

Falta medicamentos e materiais de consumo. Para piorar, as vacinas regulares para as crianças estão sendo aplicadas numa clínica particular de Teresópolis

Embora os repasses do governo federal para o setor de Saúde continuem sendo feitos regularmente todos os meses, sem um dia de atraso sequer, a rede de atendimento do município de Guapimirim está a cada dia pior. Além da falta de medicamentos e materiais básicos no hospital municipal e nos postos auxiliares, agora não existe mais nem vacina. De acordo com relatos de mães feitos na noite dessa terça-feira ao elizeupires.com, para vacinarem seus filhos elas estão apelando para uma clínica particular em Teresópolis, direcionamento que estaria sendo por uma funcionária da falida rede municipal de Saúde.

Serão pagos os proventos de novembro, décimo terceiro de 2015 e os meses de janeiro, fevereiro e março de 2016. O dinheiro começa a ser liberado nesta quarta-feira

Há alguns meses liquidando com atraso os proventos dos aposentados e pensionistas por conta na crise financeira que reduziu a receita de todos os municípios da região, a Prefeitura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, confirmou a quitação de cinco folhas de pagamento até a próxima sexta-feira. O anúncio foi feito nesta tarde pelo prefeito Sandro Matos e o pagamento começa a ser feito amanhã, sendo regularizado os vencimentos de novembro 2015, 13º 2015 e os meses de janeiro, fevereiro e março de 2016 devidos a 670 aposentados e 380 pensionistas.

E também material escolar. Ao todo foram gastos mais de R$ 4,5 milhões em duas firmas do Sul Fluminense, que disponibilizam o mesmo número de telefone em site sobre CNPJs

Localizada na Rua Coronel Manoel Bernardes, 115, em Paty do Alferes, a empresa VER 55 Comércio e Serviços não é uma indústria de roupas, muito menos de sapatos, tênis ou meias. Pelo menos é isso que revela seu cadastro na Receita Federal, onde registrou como atividade econômica principal o “comércio atacadista de equipamentos de informática”. Entretanto a empresa vendeu uniformes escolares, milhares de pares de tênis e meias para a Prefeitura de Guapimirim pelo total de mais de R$ 2,8 milhões, fornecimento contratado através de processo licitatório dividido em lotes e que, de acordo com representantes de algumas empresas interessadas no negócio, não teria sido muito divulgado.