A Operação Trânsito Legal foi iniciada esta semana. O objetivo principal, segundo a Secretaria de Municipal de Transporte e Trânsito, é "educar os motoristas" (Foto: PMNI/Divulgação)

Rogério Lisboa está mandando ver nos contratos sem licitação

Uma fonte ligada ao governo municipal revelou agora a pouco que um contrato para locação de caminhões reboques para estruturar a operação Trânsito Legal - iniciada esta semana pela Secretaria de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana - poderá ser o próximo ato de dispensa de licitação da gestão do prefeito Rogério Lisboa. De acordo com a fonte, o reboque de veículos seria o forte das ações da Secretaria para “educar” os motoristas iguaçuanos e não será surpresa se o serviço vier a ser prestado através de uma empresa que seria ligada a um dos homens fortes da segurança pública nas gestões dos governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. Segundo a Secretaria de Transporte, Transito e Mobilidade Urbana, o objetivo da operação é “conscientizar os motoristas de que é preciso respeitar às leis de trânsito, visando à fluidez e a mobilidade urbana”, mas a julgar pela voracidade já verificada nas ações dos agentes de trânsito da cidade, o motivo principal é a arrecadação.

Prefeito envia projeto de lei à Câmara extingue 730 cargos dos quadros efetivos, abrindo o caminho para contratar pessoal pagando mais caro a uma empresa, cooperativa ou organização social

"As atividades correspondentes aos cargos previstos no artigo 1º poderão ser objeto de execução indireta". O disposto no artigo 3º de um projeto de lei enviado às pressas à Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu pelo prefeito Paulo Dames (foto) - através do qual ele pretende extinguir do quadro funcional efetivo do município 530 cargos de agente de serviços gerais e 200 de merendeira - deixa bem claro a motivação do corte: firmar com uma cooperativa ou empresa fornecedora de mão de obra um milionário contrato de terceirização do serviço que pode ser prestado por pessoal existente no quadro de servidores estatutários e que já recebe do município para isto. A mensagem, destacada como “matéria extremamente relevante aos anseios da administração municipal”, poderá ser aprovada ainda nesta quarta-feira, já que Dames tem maioria na Casa.

Mas unidades que ainda não fecharam as portas estão abandonadas

Os moradores do bairro Cabuçu estão preocupados com as condições em que o Posto de Saúde Jornalista Manoel Batista de Almeida (foto) está funcionando. As instalações encontram-se em estado precário, tem faltado médico, medicamentos e reclamar é mera perda de tempo, pois a resposta é sempre a mesma: “estamos passando por uma crise e não há recursos”. Entretanto, basta conferir os registros do Fundo Nacional de Saúde para descobrir que o dinheiro chega todos os meses, sem atraso e que Nova Iguaçu recebe mais recursos do FNS que o município de Duque de Caxias, por exempo, que tem um universo populacional bem maior.

Choradeira do prefeito seria para gerar mais uma emergência e um consequente contrato sem licitação

Depois de autorizar, sem licitação, cinco contratos para prestação de serviços nos setores de Saúde e Educação e iniciar os trâmites de mais dois nos mesmos moldes para o fornecimento de merenda escolar e alimentação para unidades de atendimento médico, o prefeito Rogério Lisboa (PR), poderá terceirizar a administração do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse e não será surpresa se a instituição escolhida em mais uma possível dispensa de licitação for a organização social Pró-Saúde, que gere vários hospitais da rede estadual fluminense. De acordo com uma fonte ligada ao governo, as conversas estariam bem adiantadas, havendo possibilidade, inclusive, de o contrato englobar as clínicas da família, que estão fechadas e correndo risco de saques e sucateamento. Os contratos sem licitação firmados até agora somam mais de R$ 27 milhões e deverão chegar a R$ 50 milhões depois que as dispensas de licitação para o fornecimento de alimentação forem confirmadas.

A Prefeitura fez um mutirão para limpar as escolas, preparando a volta às aulas (Foto:Divulgação/PMBR)

Mas alguns profissionais reclamam que ainda não receberam o salário de novembro e os funcionários contratados não ouvem nem promessa de pagamento

Cumprida a promessa de pagar o salário de novembro até o dia 24 de fevereiro, os profissionais da rede municipal de ensino de Belford Roxo retornam às salas de aula na próxima segunda-feira, dentro do acordo firmado em audiência de conciliação realizada no último dia 16, na 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Entretanto, o pagamento não saiu para alguns professores, que aguardam uma solução durante a semana, quando, até a próxima quarta-feira (quinto dia útil de março), deverá ser quitado o mês de fevereiro. Apesar das reclamações, até o final do dia de ontem a Secretaria de Educação não havia se pronunciado sobre o fato de alguns servidores do setor não terem recebido.