Sabino recebeu de Carlos Augusto uma casa arrumada e vai entregar tudo bagunçado e com contas a pagar

Receita chegou a R$ 2,6 bilhões em quatro anos, mas não houve investimentos

Os servidores efetivos de Rio das Ostras estão há mais de três anos sem reajuste salarial, mesmo assim a folha de pagamento de pessoal é apontada como a grande vilã, causa principal do péssimo momento que o município está vivendo. Quem entende do riscado afirma que a arrecadação está mesmo bastante reduzida, mas que a queda na receita não é a grande responsável pela falta de obras e pela precariedade dos serviços prestados pela administração municipal. O problema está numa gestão que teve um volume de recursos - em números atualizados - na ordem de R$ 2,6 bilhões, mas optou por inchar a folha com cargos comissionados e contratados, além de abusar no aumento e nas gratificações para alguns privilegiados, como é o caso do chefe de gabinete do prefeito Alcebíades Sabino, Aldem Vieira, que recebia duas vezes, uma como servidor cedido com ônus a Prefeitura pelo Tribunal de Justiça e outra como ocupante de cargo confiança, quando deveria, como determina a lei, receber apenas uma remuneração.

A Guarda Municipal de Magé já fez algumas prisões em flagrante. A proposta é prepará-la melhor (Foto:Divulgação)

Processo seletivo deverá acontecer no segundo semestre

Dos 140 guardas municipais aprovados no processo seletivo de 2012 apenas a metade está em atividade. O baixo salário afastou dezenas deles e a baixa só não foi menor por que um reajuste foi definido pelo prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, que tem novos planos para a corporação a partir de janeiro: controladores de trânsito vão substituir os agentes que hoje atuam nesta função e estes vão reforçar a segurança nas ruas da cidade. Mas não é só isto. Pelo menos 150 GMs deverão ser contratados no próximo ano através de um novo concurso público, que começará a ser estudado no início de 2017 para estar concluído no começo do segundo semestre.

Aluizio reclama da crise financeira, mas teve mais de R$ 7 bilhões para gastar durante sua gestão

Secretarias serão reduzidas à metade e 1.530 cargos comissionados

Depois das comemorações os cortes. Após passar o mês de outubro festejando a reeleição, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Júnior, afiou as facas e está cortando cargos e secretarias. Ele enviou um projeto de reforma administrativa enviado à Câmara de Vereadores que vai reduzir de 32 para 16 o número de secretarias e extinguir 1.530 cargos comissionados. Este será o segundo ajuste na máquina governamental: em 2015 a estrutura passou de 62 para 32 secretarias e autarquias, com uma redução de 123 cargos comissionados. A estimativa é de que a reforma gere uma economia de R$ 39 milhões por ano.

A Prefeitura afirma não dispor de dinheiro para continuar bancando o transporte gratuito dos estudantes

Por conta da crise Prefeitura corta o transporte gratuito

Os universitários que residem em Casimiro de Abreu e estudam em instituições localizadas em Macaé, Rio das Ostras, São Gonçalo, Rio Bonito, Niterói e Cabo Frio não mais poderão contar com o transporte gratuito oferecido em ônibus alugados pela Prefeitura ao custo de R$ 2 milhões por ano. Alegando dificuldades financeiras o prefeito Antonio Marcos Lemos decidiu pela suspensão do serviço. De acordo com informações da administração municipal, as perdas de arrecadação levando em consideração as quedas de royalties e outras receitas como ICMS e FPM - deverão chegar a R$ 37 milhões em dezembro.

O serviço de coleta de lixo no município de Macaé é apontado pelos moradores como caro e ineficiente

Tribunal cobra mudanças que podem reduzir o valor do contrato

Ainda não vai ser dessa vez que a Prefeitura de Macaé vai conseguir fazer a nova licitação para o serviço de coleta de lixo que a cada ano - desde que o prefeito Aluizio dos Santos Júnior assumiu o governo - vem ficando mais caro. Pagando atualmente cerca de R$ 70 milhões anuais pela limpeza, a administração municipal lançou edital majorando o serviço em cerca de R$ 14 milhões, passando o valor global do contrato para R$ 83.990.505,36 por um período de 12 meses. O Tribunal de Contas do Estado, que já havia suspendido a concorrência há dois meses, voltou a decidir nesse sentido até que a Prefeitura faça alguns ajustes na planilha.