Mas unidades que ainda não fecharam as portas estão abandonadas

Os moradores do bairro Cabuçu estão preocupados com as condições em que o Posto de Saúde Jornalista Manoel Batista de Almeida (foto) está funcionando. As instalações encontram-se em estado precário, tem faltado médico, medicamentos e reclamar é mera perda de tempo, pois a resposta é sempre a mesma: “estamos passando por uma crise e não há recursos”. Entretanto, basta conferir os registros do Fundo Nacional de Saúde para descobrir que o dinheiro chega todos os meses, sem atraso e que Nova Iguaçu recebe mais recursos do FNS que o município de Duque de Caxias, por exempo, que tem um universo populacional bem maior.

Choradeira do prefeito seria para gerar mais uma emergência e um consequente contrato sem licitação

Depois de autorizar, sem licitação, cinco contratos para prestação de serviços nos setores de Saúde e Educação e iniciar os trâmites de mais dois nos mesmos moldes para o fornecimento de merenda escolar e alimentação para unidades de atendimento médico, o prefeito Rogério Lisboa (PR), poderá terceirizar a administração do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse e não será surpresa se a instituição escolhida em mais uma possível dispensa de licitação for a organização social Pró-Saúde, que gere vários hospitais da rede estadual fluminense. De acordo com uma fonte ligada ao governo, as conversas estariam bem adiantadas, havendo possibilidade, inclusive, de o contrato englobar as clínicas da família, que estão fechadas e correndo risco de saques e sucateamento. Os contratos sem licitação firmados até agora somam mais de R$ 27 milhões e deverão chegar a R$ 50 milhões depois que as dispensas de licitação para o fornecimento de alimentação forem confirmadas.

A Prefeitura fez um mutirão para limpar as escolas, preparando a volta às aulas (Foto:Divulgação/PMBR)

Mas alguns profissionais reclamam que ainda não receberam o salário de novembro e os funcionários contratados não ouvem nem promessa de pagamento

Cumprida a promessa de pagar o salário de novembro até o dia 24 de fevereiro, os profissionais da rede municipal de ensino de Belford Roxo retornam às salas de aula na próxima segunda-feira, dentro do acordo firmado em audiência de conciliação realizada no último dia 16, na 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Entretanto, o pagamento não saiu para alguns professores, que aguardam uma solução durante a semana, quando, até a próxima quarta-feira (quinto dia útil de março), deverá ser quitado o mês de fevereiro. Apesar das reclamações, até o final do dia de ontem a Secretaria de Educação não havia se pronunciado sobre o fato de alguns servidores do setor não terem recebido.

Unidades de saúde estão fechadas e a população diz que não há segurança

Fechada e sem segurança, a Clínica da Família Carlinho da Tinguá, em Miguel Couto, foi visitada por ladrões que levaram diversos equipamentos. A unidade está localizada na Rua Digomar Simões e Souza e durante a gestão passada prestava atendimento 24 horas. Está e várias outras unidades de atendimento médico saúde do município de Nova Iguaçu estão fechadas e sem a vigilância adequada. A Secretaria de Saúde ainda não prestou qualquer informação e o prefeito Rogério Lisboa não se pronunciou sobre o assunto. O que se teme na cidade é o sucateamento das clínicas da família, construções novas e dotadas de equipamentos modernos, que não estão recebendo a devida atenção do governo, que parece mais interessado em criar situações de emergência para firmar contratos milionários sem licitação, o que acaba favorecendo alguns grupos.

Débito de R$ 500 mil afeta 2.500 pontos de iluminação pública

Levantamento feito pela Secretaria de Manutenção de Infraestrutura Urbana e Obras Públicas de Rio das Ostras aponta que a cidade tem 2.500 pontos de iluminação pública danificados, problema que só será sanado por completo depois da contratação de uma nova empresa. A situação foi causada pela falta de investimentos da gestão anterior na manutenção do serviço. Em todo o município há pontos apresentando problemas, quer por lâmpadas queimadas ou falta de braços de luz. Segundo foi apurado, a renovação emergencial do contrato da empresa responsável pelo serviço - feita em agosto do ano passado - ficou comprometida por conta da falta de orçamento e a dívida deixada é de R$ 519.214.70. A Prefeitura informou que o processo licitatório para a contratação da manutenção da iluminação já está em andamento.