O médico Aluizio dos Santos Junior, mesmo com muito dinheiro, não estaria sabendo cuidar da saúde da população

Apesar da receita alta moradores reclamam que tem faltado medicamentos

Referência em atendimento médico na região, o Hospital Público Municipal de Macaé, o HPM tão procurado por moradores de municípios vizinhos, não é mais o mesmo. Pelo menos é o que sugerem reclamações de parentes de pacientes, dando conta de que estariam sendo obrigados a comprar materiais básicos, fraldas e até alguns itens de medicamentos, o que não teria a menor necessidade de acontecer, pois a arrecadação da Prefeitura continua alta, apesar da crise financeira que afeta a maioria das cidades brasileiras. De acordo com registros da própria administração municipal, até ontem o volume de recursos arrecadados a partir de janeiro, somava exatos R$ 1.209.831.477,98, mais da metade da previsão orçamentária para 2016, que ficou em R$ 2.08 bilhões.

Em junho membros do MP vistoriaram os dois hospitais e não gostaram do que viram (Fotos:PMCA)

Depois de vistoriar os hospitais o MP ajuizou uma ação civil pública

Em ação movida pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, o juízo da 2ª Vara Cível de Cabo Frio determinou que a administração municipal adquirira equipamentos, medicamentos, insumos e promova adequações na estrutura dos hospitais São José Operário e Central de Emergências, fazendo reparos e obras de conservação. O Ministério Público pediu e a Justiça mandou que a central de gases seja ampliada e seus equipamentos reparados. A decisão judicial ainda estabelece que seja elaborado um cronograma de ações para o fornecimento de medicamentos e insumos, ininterruptamente, além de ser apresentado um plano de gerenciamento de resíduos sólidos.

 Clementino Filho (esquerda) receberia sem trabalhar desde outubro de 2012. 'Assombrava' o gabinete do prefeito

Comprovação de frequencia solicitada não foi enviada ao Ministério Público

Jogando para a platéia, mais de três anos após ter conhecimento do problema, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, anunciou, em fevereiro, uma operação caça-fantasmas e determinou o retorno de mais de 300 servidores em disponibilidade - que, segundo o governo, estariam recebendo sem trabalhar - a seus setores de origem. Entretanto, em pelo menos um caso a administração municipal não estaria colaborando com as investigações abertas pela 1ª Promotoria de Tutela Coletiva (núcleo local), deixando de enviar documentos solicitados. O caso específico é do secretário de Turismo de Santa Maria Madalena, Clementino da Conceição Filho (filho do prefeito daquele município, Clementino da Conceição), que foi aprovado em 2011 para a função de auxiliar de serviços gerais, mas é apontado como “fantasma” desde que foi empossado no cargo (em 2012) e colocado à disposição do gabinete do prefeito, onde permaneceu até setembro do ano passado.

Carlos Augusto fez concurso considerado irregular e Alcebíades Sabino anulou todo o processo seletivo

Aprovados sonham com a convocação, a maioria dos inscritos quer é o dinheiro da inscrição de volta e os contribuintes querem saber é quem vai arcar com o prejuízo do concurso anulado

Os cerca de 3.500 aprovados no concurso público realizado pela Prefeitura de Rio das Ostras em 2012 não aceitaram até agora a anulação do processo seletivo pelo prefeito Alcebíades Sabino e ainda sonham com convocação e posse a partir de um resultado cuja homologação perdeu o valor com o decreto do dia 15 de março de 2013, mantido em vigor pela Justiça e defendido pelo Ministério Público, que em maio deste ano conseguiu mais uma vitória: a condenação ex-prefeito Carlos Augusto Carvalho Baltazar a devolver cerca de R$ 7 milhões aos cofres públicos. Se os aprovados - no entender do MP - não podem ser convocados e um novo concurso tem de ser realizado, os candidatos inscritos querem receber o valor pago pela taxa, mas seus processos estão sendo arquivados pela Secretaria de Fazenda, sem nenhuma explicação. Os interesses podem até ser distintos, mas todos querem saber quem vai pagar a conta.

A concessionária cortou o fornecimento primeiro na sede do governo. Motivo: contas atrasadas (Foto: Ivan Teixeira)

Corte de fornecimento atinge a sede do governo e as secretarias

Por falta de pagamento das faturas cobradas pelo consumo de energia elétrica o prédio que sedia a Prefeitura de Silva Jardim e os imóveis que abrigam as secretarias tiveram o fornecimento cortado pela concessionária Ampla, responsável pela distribuição na região. O corte foi feito na manhã desta quinta-feira e, de acordo com a empresa, o fornecimento só será restabelecido após o pagamento das contas em atraso. O prefeito Anderson Alexandre não foi encontrado para falar sobre o assunto.