E os servidores continuam sem ver a cor do dinheiro

Enquanto funcionários que deram duro o ano inteiro vêem suas contas acumulando e deparam com a geladeira vazia em plena véspera de réveillon, as empresas com contratos para fornecimento, obras e prestação de serviços com a Prefeitura de Nova Iguaçu não tem do que reclamar, pois o prefeito Nelson Bornier (foto), tem priorizado o pagamento de faturas. Só este mês foi pago a empresas o total de mais de R$ 35 milhões, R$ 27.360.646 entre os dias 1º e 26, mais R$ 15.280.927,49 do dia 27 até ontem e outras faturas deverão ser quitadas ainda nesta sexta-feira, último dia do ano para transações financeiras junto ao sistema bancário. Bornier não tem pago nem ao pessoal do setor de Educação, única categoria com recursos garantidos para o salário, os repasses do Fundeb. Só a Empresa Iguaçu de Manutenção e Serviços, segundo mostra o sistema de registro de despesas pagas, recebeu mais de R$ 9 milhões em 29 dias. 

Embora tivesse informado ao elizeupires.com na terça-feira (27) que faria até ontem (29) o pagamento do salário de novembro aos profissionais da rede municipal de ensino, o prefeito de Belford Roxo, Dennis Dauttmam (PCdoB) não havia cumprido a promessa até amanhã desta sexta-feira. Alguns servidores da área acreditam que o dinheiro possa ser creditado ainda hoje em suas contas, mas o prefeito não retornou os contatos para falar no assunto. Apesar de o Ministério da Fazenda ter prometido depositar para as prefeituras o total de R$ 4,449 bilhões referente aos recursos do programa de repatriação de aplicações financeiras feitas por grandes investidores no exterior e R$ 1,053 bilhão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no caso de Belford Roxo o único registro de repasse ao município com data de 30 de dezembro até agora é de R$ 75.073,59. Ontem o município havia recebido R$ 2.002.232,78, sendo R$ 403.318,91 do Fundeb. Antes de terça-feira a informação era de que o mês de novembro seria pago naquele dia, o que mudou para o dia 28 e depois para 29. Voltaremos ao assunto a qualquer momento caso ocorra algum fato novo sobre ele.

Servidores das unidades de Saúde dizem que também não existem materiais básicos

Servidores lotados em unidades da rede de Saúde de Nova Iguaçu localizados nos bairros periféricos vêm reclamando desde setembro da falta de medicamentos e materiais básicos necessários ao atendimento à população. Entretanto, do dia 1º de outubro até ontem, o Fundo Municipal de Saúde desembolsou mais de R$ 14 milhões para pagar fornecedores e outros pagamentos deverão ser feitos nesta quinta-feira. Na semana passada a direção da Maternidade Mariana Bulhões (foto) chegou a pedir o fechamento do CTI da unidade por falta de recursos. A coordenadora médica Patrícia Barros de Paula Alcântara alegou que estava faltando respiradores, cateteres venosos, nutrição parenteral e até luvas descartáveis.

Segredo sobre contas públicas fere a lei e levanta suspeitas

Os repasses externos para o município de Paracambi entre 1º de novembro até ontem chegaram a R$ 9.838.170,52, sendo R$ 2.803.043,11 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Foram quase R$ 2 milhões a mais que o total verificado no mesmo período em 2015, que teve o registro de R$ 7.944.860,23 (R$ 2.506.531,72 do Fundeb), segundo revelam dados do Demonstrativo de Distribuição de Recursos do Banco do Brasil. Os números são “coisa pouca”, “quase nada” em comparação aos cerca de R$ 900 milhões que o prefeito Tarciso Pessoa (foto) teve para administrar esta pequena cidade da Baixada Fluminense nos seus dois mandatos consecutivos, mas, independente de valores, o fato é que não se sabe onde e em que os recursos públicos são aplicados, já que as contas são mantidas em segredo, contrariando o que determina a Lei da Transparência, legislação que o prefeito petista que vai sair do governo no próximo dia 31 e deixar uma herança maldita estimada em cerca de R$ 100 milhões em dívidas faz questão de ignorar.

A programação especial de fim de ano não vai acontecer

A tradicional queima de fogos de fim de ano não vai acontecer desta vez no município de Casimiro de Abreu. A informação é do prefeito Antonio Marcos Lemos, explicando que a programação especial não vai ser promovida por conta da crise financeira gerada pela queda nos rapasse dos royalties do petróleo, ICMs e Fundo de Participação dos municípios. “Tivemos de cortar muita coisa para priorizar os setores de Saúde, Educação e manter os salários em dia. O pagamento do mês de dezembro vai acontecer até a próxima sexta-feira, como já havíamos prometido”, disse ele.