A licitação prevê prazo de 25 anos para exploração do serviço, mas não garante tarifa melhor

A Prefeitura reduziu número de passageiros a serem transportados e aumentou valor da tarifa

Se arrastando desde o ano passado e remarcada para o dia 5 de agosto, a concorrência pública do transporte coletivo de passageiros no município de Queimados, na Baixada Fluminense, foi novamente suspensa. É que o Tribunal de Contas do Estado apontou doze irregularidades no edital de licitação, mesmo após algumas alterações feitas sob recomendação da corte. De acordo com a análise do TCE, a nova versão do edital reduziu a previsão do número de passageiros atendidos por mês, passando de 768.515 para 652.261 e aumentou a tarifa, reajustando de R$ 3,10 para 3,45, embora ampliasse a quantidade de linhas de 18 para 20 itinerários. Em decisão tomada na sessão de hoje o TCE deu 30 dias de prazo para o prefeito Max Lemos fazer as correções.

A Prefeitura suspendeu o concurso marcado para este ano por desacordo em relação ao salários

Termo de ajuste de conduta beneficia profissionais da rede municipal de ensino

Os professores de Barra Mansa, cidade do interior fluminense, vão receber o salário de julho com reajuste. Serão 4,57% e piso salarial de R$ 1.067,50 para os professores e aumento de 5% com piso de R$ 1.018,71 para os profissionais técnicos de nível superior. Isto foi acertado em termo de ajustamento de conduta com a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Educação e o Ministério Público para a implantação do plano de cargos dos profissionais da educação, servidores que vêm mostrado descontentamento desde o início do ano, inclusive com paralisações. No mês passado a Prefeitura suspendeu o concurso público que pretendia realizar no segundo semestre, por conta de desacordo sobre salários definidos para os professores..

Rogério Cabral cuida de uma cidade com mais moradores e menos recursos, enquanto Alcebíades Sabino tem muito mais dinheiro e quase nada para mostrar

Rio das Ostras tem 50 mil moradores a menos que a cidade serrana, uma receita muito maior e nenhuma realização

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o município de Nova Friburgo tem cerca de 185 mil habitantes e Rio das Ostras pouco mais de 130 mil. O orçamento da cidade serrana para este ano é de R$ 586 milhões, mas a receita não deve chegar a R$ 500 milhões por conta da crise que afeta o país, mas lá não tem ninguém culpando a queda de receita por nada, as contas estão em dia e as realizações acontecendo, ao contrário do município da Região dos Lagos, onde fornecedores e prestadores de serviços não conseguem receber as faturas, nem o básico é feito e as contas não fecham de jeito algum, apesar de o prefeito Alcebíades Sabino dos Santos contar com muito mais recursos que o governante serrano, Rogério Cabral.

Alair Correa está perdido entre dívidas com fornecedores e salários atrasados (Foto:Divulgação/PMCF)

Tem servidor que não recebe desde abril

Sem presente e sem futuro. Essa é a realidade de milhares de servidores da Prefeitura de Cabo Frio, que não vem honrando seus compromissos desde o segundo semestre do ano passado, quando o prefeito Alair Correa começou a atrasar faturas cobradas pelos prestadores de serviços e fornecedores. Tem servidor que não recebeu a segunda parcela do décimo salário de 2015 e professores temporários que ainda não viram a cor do vencimento de abril. A quem reclama Ala ir responde que a crise deixou o município na pior e que precisa de um empréstimo de R$ 200 milhões, recurso que pretende conseguir com a antecipação de créditos futuros dos royalties do petróleo. O que o prefeito espera antecipar equivale ao que município perdeu de receita no ano passado em comparação aos valores recebidos em 2013 em repasses constitucionais.

Médico do município, Eduardo Cardoso (esquerda), presidente a Câmara de Vereadores (Foto:Divulgação/CMM)

Justificativa é garantir direito dos aposentados, mas ativos também poderão ser beneficiados

A decisão do Tribunal de Justiça de manter a suspensão do pagamento de elevados salários a servidores ativos e inativos do município de Macaé, um grupo que foi privilegiado com duas leis complementares aprovadas na gestão do prefeito Riverton Mussi e gerou contracheques de até R$ 66 mil, está sendo combatida pela procuradoria da Câmara de Vereadores, Casa de Leis comandada pelo médico Eduardo Cardoso Gonçalves da Silva, médico socorrista que até a suspensão do pagamento das incorporações tinha salário de mais de R$ 43 mil. A alegação é de que os servidores aposentados atingidos pela decisão do TJ precisam ter seus direitos restabelecidos, mas o embargo de declaração pretendido pode acabar beneficiando os funcionários em atividade, derrubando o teto de R$ 17 mil fixado pelo prefeito Aluizio dos Santos Júnior para os salários da administração municipal.