Fazendo uma crítica ao modelo atual e ao corte de recursos para as escolas,  Mangueira apresenta o carnaval da liberdade

Enredo da escola é uma crítica ao modelo atual

Com dinheiro ou seu dinheiro, eu brinco. Esse é o enredo que a Mangueira vai levar para a Marquês de Sapucaí este ano. Além de uma crítica ao corte de recursos repassados às escolas de samba pela Prefeitura do Rio, a Verde e Rosa vai trazer de volta um carnaval popular do tempo em que o apoio financeiro não era condição principal para a alegria do folião – nem na rua, nem nos desfiles, desde o seu início, nos anos 30 na Praça Onze, e depois na Avenida Presidente Vargas (no Centro), até chegar à Marquês de Sapucaí, nos anos 80.

Saúde Mental entra no clima da folia para alegria dos pacientes do CAPS

Quem esteve hoje na Praça São Pedro, em Rio das Ostras, pode cair na folia com um bloco para lá de especial, o 'Cuca Fresca', formado por pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e da Residência Terapêutica, com apoio da equipe da Saúde Mental do município. A paciente  Ivanete Moura, disse que desde criança gosta de carnaval e que o bloco é muito divertido. "É muito bom sair do Caps e ver outras pessoas. O que mais gosto no carnaval é a alegria, o colorido e as fantasias. Além disso, fizemos uma homenagem ao doutor Castilho que é muito querido", contou Ivanete, com brilho no olhar. Os próprios pacientes fizeram um samba enredo em homenagem a Edilberto da Veiga Castilho, médico psiquiatra que acompanha a Saúde Mental em Rio das Ostras. 

 

"Moju Magé Mojubá - Sinfonias e Batuques", enredo da Escola de Samba Inocentes de Belford Roxo  – que neste carnaval homenageia o município  –  vai ser declarado patrimônio imaterial de Magé. Decreto nesse sentido deverá ser assinado nessa segunda-feira pelo prefeito Rafael Santos de Souza, Rafael Tubarão. De autoria dos compositores Claudio Russo e André Diniz, o samba caiu na graça do povo e promete levantar as arquibancadas do sambódromo. "Moju (saber) Magé Mojubá (louvação)" é muito mais que uma homenagem a cidade, uma das mais antigas do país. Fala da história do município fundado por Cristóvão de Barros, citando Maria Conga – a escrava Maria da Conceição que "ergueu a liberdade" – e da primeira ferrovia, com o trem que sai da estação "pra trilhar na canção".

O objetivo é incentivar e contextualizar estudos sobre o período e formar professores

Após a inclusão do Cais do Valongo na lista de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Museu da Escravidão Negra no Brasil pode sair do papel. A lei que define diretrizes para construção do espaço foi sancionada na semana passada pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Ficou estabelecido que o novo museu será centro de referência para estudos sobre a contribuição da população negra para o desenvolvimento do estado. O objetivo é incentivar e contextualizar estudos sobre o período, além de formar professores. "Será um local para as pessoas buscarem a verdadeira história da escravidão", disse o deputado Geraldo Pudim (MDB), que liderou a aprovação da lei.

E a tradição vai sendo mantendo viva na Baixada Fluminense

Tradicionalmente iniciadas sempre no dia 6 de janeiro, as manifestações populares do Reisado já estão sendo notadas em várias cidades do interior e na Baixada Fluminense a expressão é mais forte em Belford Roxo, onde este ano haverá o 10º Encontro de Folia de Reis. Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, o evento vai acontecer domingo (14), de 9h às 18h, na Praça do Cruzeirinho, no bairro Nova Aurora, reunindo grupos locais e dos municípios de Nova Iguaçu, Nova Iguaçu, Paracambi, Duque de Caxias, Mesquita e até mesmo de Vassouras. Segundo o secretário Bruno Nunes, a proposta é manter a tradição folclórica. "O Dia de Reis é comemorado em 6 de janeiro, mas aqui as apresentações começam dia 24 de dezembro e vão até 20 de janeiro, quando se comemora o Dia de São Sebastião. É muito importante manter esta tradição com a nossa população", afirmou.