Pesquisa diz que ele perderia para três candidatos no segundo turno e mostra empate técnico com o petista Fernando Haddad

 

O atentado ocorrido ontem, em Juiz de Fora (MG), com o candidato do PSL à Presidência da República não foi o único golpe sofrido por Jair Bolsonaro esta semana. Os cabeças de sua campanha estão às voltas com os números que mostram que ele perderia a disputa no segundo turno com Ciro Gomes, Geraldo Alckmin ou Marina Silva, revelando um empate técnico com o petista Fernando Haddad. Se os números da pesquisa do Ibope registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR‐05003/2018 são duros, o atentado fere, mas para Flávio Bolsonaro, o episódio contribui para eleger seu pai presidente logo no primeiro turno, o que sugere que a ação de um louco que vê os políticos de direita e a maçonaria como coisas do diabo, vai ser explorada ao máximo durante a campanha.

Segundo a pesquisa, em um cenário sem o ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro tem 22% das intenções de voto; Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) 12% cada um; Geraldo Alckmin (PSDB) 9% e Fernando Haddad (PT) 6%.  Na consulta Álvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo) aparecem com 3% das intenções de voto cada um, Henrique Meirelles (PMDB) 2%; Guilherme Boulos (PSOL), Vera Lúcia Salgado (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) 1% cada um, enquanto Cabo Daciolo (Patriota) e José Maria Eymael (DC) não atingem 1%.

A pesquisa mostra ainda que 20% dos entrevistados declararam a intenção de anular ou votar em branco e 7% não sabem ou preferem não declarar o voto, mas chamam a atenção os índices de rejeição: Bolsonaro tem 44%; Marina, 26%; Haddad, 23%; Alckmin, 22%; Ciro, 20%; Meirelles, 14%; Cabo Daciolo, 14%; Eymael, 14%; Álvaro Dias, 13%; Boulos, 13%; Vera, 13%; Amoêdo, 12% e João Goulart Filho, 11%.

Sobre o segundo turno a realidade de hoje seria a seguinte: em eventual disputa com Ciro Gomes este obteria 44% dos votos e Bolsonaro, 33%. Se a disputa fosse com Alckmin o candidato do PSDV somaria 41% e Bolsonaro 32%. Com Marina Jair teria 33% e ela obteria 43% dos votos válidos. Em relação ao segundo o quadro mais favorável ao candidato do PSL seria uma disputa com o petista Fernando Haddad, um empate técnico. Jair teria 37% dos votos e Haddad 36%.

A verdade é que diante desses números tem gente da cúpula da campanha do PSL vendo o ataque de um louco como o fermento que o bolo precisa para crescer. Aliás, não é preciso ser nenhum especialista para perceber que o episódio tem o apelo emocional necessário ao momento, ainda mais que o autor confesso da violência já foi filiado ao PSOL.