Servidores inativos e pensionistas não recebem proventos atrasados

O ano de 2016 foi o pior na vida dos servidores aposentados e os pensionistas da Prefeitura de São João de Meriti, quando chegaram a acumular até cinco meses de atraso nos salários. Em novembro, o mês mais crítico para eles, o que aliviou um pouco a situação foi a solidariedade dos funcionários em atividade, que se cotizaram e fizeram doações de alimentos. Dezembro foi também de muitas dificuldades e os inativos que tiveram ceia de natal foi por conta dos filhos. Mesmo assim o réveillon foi de renovação de esperanças, de aposta nas promessas de que o prefeito que assumiria naquele 1º de janeiro, mudaria toda a situação. Mero engano: João Ferreira Neto, o Dr. João (foto), ainda não voltou o seu olhar para os que dedicaram longos anos de suas vidas ao trabalho em favor do serviço público municipal, enxergando mais de perto fornecedores e prestadores de serviços com créditos a receber e que parecem ser mais convincentes que os pobres aposentados no ato de cobrar o que o município lhes deve.

Em novembro, trabalhadores fizeram o enterro simbólico do então prefeito, mas o protestou não gerou efeito

Instituição recebeu mais de R$ 200 milhões, mas saiu devendo

Os trabalhadores que prestaram serviços ao município de Mesquita através da Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) durante a gestão do prefeito Gelsinho Guerreiro serão obrigados a recorrer à Justiça do Trabalho para receberem salários atrasados e verbas rescisórias. A instituição recebeu mais de R$ 200 milhões - cerca de R$ 70 milhões só no ano passado - e responde a ações trabalhistas em várias cidades onde atuou e ainda atua, foi a principal fornecedora de mão de obra temporária entre 2013 e 2016 e chegou a ser denunciada por irregularidades na contratação de pessoal e de ter “fantasmas” em sua folha de pagamento. Em maio do ano passado, foram encontrados em uma lista com 3.253 nomes enviada à Justiça 85 CPFs e 535 supostos contratados sem o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal. A Coopsege é acusada de calote pelos trabalhadores.

Empresa de serviços gerais emprega 150 pessoas na rede de Saúde

Cobrando da Prefeitura de Rio das Ostras uma dívida R$ 4,7 milhões deixada pela gestão anterior, a empresa de serviços gerais Mississipi Empreendimentos recebeu parte de uma fatura de R$ 650 mil referente ao mês de janeiro, com o compromisso de pagar o salário do pessoal encarregado da limpeza nas unidades de saúde. “A empresa está desde julho de 2016 sem receber os pagamentos previstos, mas antes de efetuá-los, precisamos saber se todo o processo foi feito de forma correta e se as medições estão certas”, explica o procurador Renato Vasconcellos.

Repasse mensal é de R$ 3,7 milhões ao mês em média e gastos somam cerca de R$ 8 milhões

No ano passado o Fundo Nacional de Saúde repassou aos cofres de Magé o total de R$ 44.902.210,87, uma média de R$ 3,7 milhões por ao mês para fazer frente a uma despesa de cerca de R$ 8 milhões no período. Os repasses do FNS estão sendo feitos com base em um universo de 236.319 habitantes, numero fora da realidade atual, estimada em 330 mil habitantes. A defasagem pesa nos cofres da Prefeitura, que se vê obrigada a aplicar mais recursos próprios no setor que o percentual estipulado pela legislação federal, que é de que é de 15% da receita local. Atualmente o município está quase que dobrando este percentual, registrando 29,33%.

Presidente da Comissão de Educação quer saber quem está fornecendo os alimentos e quanto o município vi pagar pelo serviço que, pela média dos gastos em 2016, pode custar R$ 40 milhões 

Até agora calados sobre a denúncia de que as duas empresas que forneciam alimentos prontos para os alunos da rede municipal de ensino teriam sido substituídas sem que houvesse um processo de licitação ou um contrato emergencial, como manda a lei, o prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa e a secretária de Educação, Rojane Calife Jubram Dib serão chamados para dar as explicações necessárias. A informação é da vereadora Renata Magalhães Turques Araújo, a Renata da Telemensagem (foto), que pretende apresentar ao plenário requerimento neste sentido, na próxima sessão da Câmara de Vereadores, depois do carnaval. O assunto, que teve grande repercussão na cidade, foi noticiado no último sábado pelo elizeupires.com, mas o prefeito não deu qualquer esclarecimento, limitando-se a propagar nas redes sociais a “boa qualidade” da alimentação agora distribuída, ignorando que na administração pública nenhum serviço ou produto pode ser fornecido sem o devido processo legal.