...mas dinheiro para isso existe: 15% do gasto com pessoal é com médicos e licitação de R$ 1,7 milhão não garante medicamentos na rede municipal de Saúde

Os recursos destinados ao setor de Saúde são garantidos pelo governo federal e repassados mensalmente, mas em Silva Jardim - uma das menores cidades do estado do Rio de Janeiro - o dinheiro entra, sai e a população fica sem entender a razão da precariedade dos serviços prestados na rede municipal de Saúde, principalmente a falta de médicos e remédios. No mês de fevereiro, por exemplo, só com médicos a Prefeitura gastou R$ 570.446,74, mas quem tem procurado atendimento nos postos da rede reclama que não consegue ser atendido por causa da falta desses profissionais. Porém, na folha de pagamento aparecem 67 deles, 12 com dois vínculos, alguns com vencimento bruto variando entre R$ 27 mil e R$ 31 mil, já que uns atuam com duas matrículas de efetivos e outros como efetivos e contratados. Com cerca de 22 mil moradores, considerando os 79 vínculos, o município tem um médico para grupo de 278 habitantes, uma situação privilegiada, já que a média no Brasil é de um 1/622.

Custo da coleta e descarte de resíduos sobe para cerca de R$ 3 milhões mensais


A julgar pelos valores desembolsados pela Prefeitura para pagar os serviços de coleta e destinação final do lixo, os moradores de Belford Roxo devem estar circulando por ruas extremamente limpas e não tem motivo algum para reclamarem. É que com o segundo contrato firmado sem licitação pelo prefeito Wagner Carneiro dos Santos, o Waguinho (foto) para a limpeza pública, o município passa a ter um dos serviços - proporcionalmente falando - mais caros do estado, um custo de R$ 2,9 milhões ao mês, R$ 2,3 milhões pelo recolhimento e mais R$ 650 mil pelo descarte, que já está sendo feito no Centro de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu, no bairro Adrianópolis, aterro sanitário administrado pela empresa Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental, que firmou um contrato emergencial com validade de seis meses e valor global de R$ 3.975.000,00.

Prefeitura convoca 197 concursos, mas não deu posse a ninguém

Convocados às pressas pela Prefeitura de Guapimirim para se apresentarem no máximo em 72 horas - prazo fixado em edital divulgado no dia 23 de fevereiro, véspera de Carnaval -, 197 candidatos aprovados no concurso público realizado no ano passado estão até agora sem o termo de posse e ninguém da administração municipal se preocupa em lhes dar satisfação. Entre os convocados existem 91 professores que estão trabalhando desde o dia 6 de março sem garantia de salário, já que o termo de posse ainda não foi assinado. O edital foi tornado público numa quinta-feira e os únicos dias úteis seguintes foram 24 de fevereiro (sexta-feira), 2 e 3 de março, quando esgotou o prazo dado para os convocados fazerem a entrega da documentação. A mesma pressa porem não está tendo o prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto) em firmar o termo de posse dos novos servidores.

Prefeito ignora a população flutuante e o fato de que a campanha é estadual e não local

A campanha de vacinação contra a febre amarela não é para todos no município de Macaé. Pelo menos é o que sugere o aviso da Prefeitura de que “é obrigatória a apresentação de comprovante de residência em Macaé” nos pólos de atendimento da campanha. Até o final da tarde de hoje já tinham sido aplicadas 140.980 mil doses da vacina, mas a população flutuante - formada por trabalhadores das várias empresas instaladas na cidade - está se sentindo prejudicada. A ordem, segundo informam nos postos de vacinação, foi dada pelo prefeito Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, que é chamado nos bairros mais pobres de “médico dos ricos”.  A imunização é garantida a todos pelo governo estadual, que vem abastecendo os municípios com regularidade, mas em Macaé a Secretaria Municipal de Saúde tem conduzido os trabalhos como se a vacinação fosse iniciativa da Prefeitura e se só contemplasse os moradores da cidade.

O prefeito Wagner dos Santos Carneiro diz que as crianças estão mais bem acomodadas hoje

E juíza manda apurar conduta de servidora que devolveu intimação. Prefeito diz que as crianças estão melhor nas novas acomodações e que fez o que tinha de ser feito

A demolição da Creche Municipal Geraldo Dias Fontes não teria acontecido se uma oficial de justiça de plantão no dia 8 de março tivesse entregado o mandado de citação que comunicava à Prefeitura de que a derrubada do prédio estava suspensa por decisão da juíza Livia Bechara de Castro, titular da Vara da Infância, da Juventude de Belford Roxo. A intimação foi enviada pelo sistema eletrônico 18h08 e a Central de Mandados também foi informada por telefone sobre a urgência do cumprimento da diligência no mesmo dia, mas 19 minutos depois a notificação foi devolvida pela oficial de justiça - “sem a tentativa de cumprimento” -, com a servidora do Poder Judiciário alegando ter recebido o documento após o horário de funcionamento da Prefeitura. Este relato faz parte de uma decisão da mesma magistrada, que requereu cópia integral do processo administrativo que culminou com a demolição, dando prazo de 48 horas para que a papelada seja entregue ao juízo.