Carlos Moraes Costa diz que não quer absorver “nada de ruim” da gestão anterior, mas optou por manter quatro secretárias de Timor

“Vou fechar a Prefeitura por 30 dias para fazer uma auditoria nos contratos e não absorver nada de ruim do governo anterior". A afirmação é do prefeito Carlos Moraes Costa (foto), que ao assumir ontem encontrou cerca de R$ 5 milhões em caixa, salários em dia e a cidade limpa, uma situação bem diferente da verificada no dia 1º de janeiro de 2005, quando o então prefeito Bruno da Silva Santos o sucedeu no governo. Moraes já foi prefeito duas vezes (de 1993 a 1996 e de 2001 a 2004) e retornou ao poder com a mesma língua afiada. Para quem não quer herdar “nada de ruim” do ex-prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, Carlos está sendo no mínimo contraditório em seu discurso, pois decidiu aproveitar vários quadros do primeiro escalão do governo anterior, entre elas as secretárias Adilane Brito da Silva (Administração), Roberta Bailune Antunes (Educação), Andréa Guimarães de Souza (Orçamento e Gestão) e Fabíola Monteiro Furtado (Controladoria Geral), pela qual passaram os processos de licitação e os contratos realizados no governo anterior.

As palavras do novo prefeito repercutiram mal até entre alguns aliados que quando estão perto dele tem medo de discordar, mas à distância falam coisas, por exemplo, quanto a uma suposta possibilidade de ele vir a ser apeado do cargo por decisão judicial. “Vejo que o Carlos está bem intencionado e quer acertar, mas a mim me parece que ele não deveria se preocupar com o Timor e sim com o recurso que questiona a eleição dele por conta de uma condenação de segunda instância na Justiça Federal”, disse um deles.

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