Eventos realizados em regiões litorâneas no Norte e Nordeste sãos as atrações

Em fevereiro deste ano, ao custo de R$ 7.800 por cabeça, membros da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu viajaram a pretexto de participarem de um congresso realizado em destino turístico do Nordeste. Como eles também foram os membros da Câmara de Itatiaia e outras dezenas de parlamentares de cidades fluminenses. O real motivo da viagem vai ser alvo de investigação pelo Tribunal de Contas do Estado que – depois da prisão de cinco conselheiros – quer mostrar que as coisas mudaram e que não será dado mais nenhum jeitinho para aprovar as contas públicas, o que acabaria resultando em salvo conduto para maus gestores do dinheiro público. Representações também estão a caminho do Ministério Público e o que a sociedade espera é que os que costumam fazer turismo à custa do povo, sejam obrigados, no mínimo, a devolverem com a devida correção, os valores gastos nessas viagens.

Japeri é o município mais pobre da Baixada Fluminense e nem por isso os membros de uma Casa Legislativa que gasta cerca de R$ 500 mil por mês, deixaram de viajar. Nos últimos doze anos foram feitas pelo menos dez, todas com a mesma justificativa, participação em seminários e congressos, despesas que ninguém sabe ao certo quanto pesaram nos bolsos dos contribuintes, pois transparência nunca foi o forte por lá e continua sendo palavra desconhecida.

Em 2015 os vereadores de São João de Meriti causaram um alvoroço danado, quando, no mês de outubro, decidiram passar três dias em João Pessoa, mais precisamente na Praia de Cabo Branco. Entre vereadores e assessores embarcaram 29 pessoas e o “curso” que foram fazer em um hotel de luxo custou R$ 110 mil aos combalidos cofres públicos meritienses. Eles embarcaram no dia 30 e voltaram no dia 2 de novembro.

Já esta semana o Ministério Público e o Tribunal de Contas foram avisados sobre uma farra com dinheiro do povo feita pelos “nobres representantes do povo” de Mangaratiba, o que começou em janeiro, com uma viajem a Salvador, uma despesa total de R$ 9.090 por cabeça, o total de R$ 199.980,00, já que além dos 13 membros da Casa embarcaram nove assessores especiais. A farra se repetiu no mês seguinte e ao mesmo custo, elevando os custos a R$ 399.960,00, dinheiro que a população espera que seja devolvido.

 

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