Mas os contratos não estão disponíveis no sistema da Prefeitura

Pelo menos três empresas foram contratadas sem licitação pela Prefeitura de Guapimirim para fornecimentos e serviços nos setores de Saúde e Educação, comprometendo R$ 6,2 milhões do orçamento do município, alegando emergência, uma manobra jurídica na qual é informado no processo que há urgência para o fornecimento ou serviço e que por conta disso não haveria tempo para o trâmite do devido processo licitatório. Em uma das dispensas de licitação - para reforma de unidades da rede municipal de ensino - a PA2 Comércio e Serviços de Artigos para Construção e Escritório deverá receber o valor global de R$ 3.354.798,43, distribuído em quatro notas de empenho. Como o contrato não está disponível, não dá para saber quantas escolas ou quais receberam os serviços de emergência até agora, mas pelo que consta do processo administrativo 0939/2017 a PA2, sediada em Nilópolis – tem a seu favor as notas de empenho 54 (R$ 1.525.085,55), 55 (R$ 762.542,77), 56 (R$ 711.446) e 57 (R$ 355.723,37), todas emitidas no dia 17 de fevereiro.

As outras duas dispensas de licitação se deram em um único processo administrativo (0056/2017), aberto para aquisição de medicamentos para o Hospital Municipal José Rabelo de Mello, com notas de empenho emitidas em favor das empresas Especifarma Comércio de Medicamentos e Produtos Hospitalares e Fast Rio Comercio e Distribuição, a primeira no valor de R$ 1.097.525,21 e a segunda no total de R$ 1.820.847,46.

As notas de empenho em nome da Especifarma são as de números 60 (R$ 475.199,30), 61 (R$ 181.546,96), 62 (R$ 125.390,40), 63 (R$ 220.715,40), 64 (R$ 19.774,00) e 65 (R$ 74.899,15), emitidas no dia 16 de janeiro, mesma das notas 66 (R$ 927.894,18), 67 (R$ 302.340,76), 68 (R$ 123.302,40), 69 (R$ 345.278,40) e 70 (R$ 122.031,72), em nome da Fast. O sistema, entretanto, não registra qualquer pagamento feito a essas duas empresas este ano, o que faz caber as seguintes perguntas: Se não há pagamentos, como foi feito o abastecimento do hospital?  Foi de graça? Mas se os fornecimentos aconteceram e foram pagos, por que esconder então os valores das faturas quitadas?

Com a palavra o prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (PDT) e o secretário de Saúde, Marco Apolinário.

 

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Comentários  

0 #1 JC 09-05-2017 14:36
E os nossos nobres vereadores ficam batendo palmas.
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0 #2 Hugo 09-05-2017 17:10
Isso não vai terminar bem para os novos donos da cidade.
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0 #3 Daniel 09-05-2017 18:03
O povo já percebeu que mudou o nome do prefeito, mas o método continua o mesmo!
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0 #4 Ana Lúcia 09-05-2017 19:00
Olá, Elizeu Pires. Parabéns por esse trabalho. Muito obrigado por desnudar o que o governo faz questão de esconder. Olha, aqui em Guapimirim tem uma mulher te atacando no face. Ela postou um texto confuso aparentemente com ironias sobre o governo, mas disse que você "ganhou muito dinheiro para falar mal das gestões anteriores". Te acompanho desde 2007 e nunca vi esse "falar mal". O que vejo é você reportando fatos. Beijo e fique com Deus.
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0 #5 Silva 09-05-2017 19:01
Se levantar mais esse tapete vai sair muita coisa. Em apenas quatro meses já andam metendo os pés pelas mãos.
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-3 #6 Moderador 10-05-2017 14:53
Resposta a “João do Povo” em mensagem não postada – O elizeupires.com é um espaço jornalístico e não um fake de rede social. Somos responsáveis pelo que veiculamos, inclusive pelos comentários. Trabalhamos com fatos e não pautados no ouvi dizer ou no andam falando por ai. Usar de anonimato ou codinomes para fazer acusações sem prova é, no mínimo, um ato de irresponsabilid ade. Aliás, o artigo da Constituição Federal que nos garante a liberdade de expressão é o mesmo que veda o anonimato.
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