Mas a presidência da Câmara é alvo de investigação por conta de denúncias de irregularidades

A Policia Civil negou ter prendido neste domingo o vereador Marcelo Santos Rosa, o Marcelo Biriba (foto), presidente da Câmara de Vereadores de Mesquita, município da Baixada Fluminense. A suposta prisão foi divulgada através das redes sociais, mas não ocorreu nem consta, segundo informações oficiais, nenhum pedido nesse sentido em trâmite. O que existe de fato é um procedimento investigativo na Polícia Fazendária sobre pagamentos mensais supostamente indevidos, que chegariam a R$ 190 mil e inquérito no Ministério Público sobre possíveis irregularidades com recursos públicos. Conforme o elizeupires.com noticiou no dia 22 de junho, naquela data o presidente da Câmara foi chamado à Delegacia Fazendária por conta dessa investigação.

Embora a Câmara de Vereadores de Mesquita seja a mais nova da Baixada, seu membros têm se comportado como veteranos em termos de gastos. A Casa custou mais de R$ 130 milhões entre 2001 e 2016 e os repasses do primeiro semestre deste ano somaram R$ 4.614.310,59 . De acordo com denúncias feitas no Ministério Público a partir de 2015, boa parte dos recursos teria sido desperdiçada em viagens desnecessárias, despesas não comprovadas, pagamento a servidores fantasmas e até em um curso para os membros da Casa, o que ninguém sabe se aconteceu de fato.

Em janeiro de 2016, por exemplo, o hoje primeiro suplente Gilmar Montozo protocolou pedidos de informações com base na Lei de Transparência, para tentar esclarecer a questão dos pagamentos a assessores fantasmas. Primeiro ele tentou pelas vias normais, mas hoje o assunto saiu da esfera legislativa. Um ano antes o MP recebeu denúncias sobre supostos contratos de fachada para fornecimento de material de consumo e manutenção de aparelhos de ar-condicionado, além de supostas vendas de notas fiscais e as investigações continuam.

Este ano, quando se pensava que a Casa seria conduzida de maneira diferente, na primeira oportunidade que tiveram os vereadores foram passear a custa do erário público. Entre os dias 25 e 28 de abril eles estiveram em Brasília sob a alegação de que participariam da "15ª Marcha dos Vereadores", evento que acabou marcado por um escândalo envolvendo o vereador Paulo César Leandro Simplício, de Piraí, foi acusado de ter agredido uma mulher numa suíte do Hotel Brasília, onde muitos dos que foram à tal marcha ficaram hospedados.

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