“Cofre” improvisado ficava na casa dos pais de Neilton Mulim

Era numa churrasqueira, na casa de seus pais, que o ex-prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim (foto), guardava dinheiro. Foi lá que agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público encontraram R$ 267 mil em dinheiro escondidos. O político foi preso na manhã da última quinta-feira (10) em um condomínio de luxo em Maricá, durante a operação “Apagão”, desencadeada pelo MP, a partir de um inquérito aberto para investigar irregularidades na contratação da empresa Compillar Entretenimento Prestadora de Serviços, que fazia a gestão e a manutenção do sistema de iluminação pública daquele município.

Além de Neilton foram presos o ex-secretário de Urbanismo Francisco Rangel, o ex-subsecretário de Iluminação Pública Davi Luz Fonseca, os servidores efetivos servidores Wellington de Sant’anna Souza, Marco Antônio Monteiro Garcia, Marcelo Ferreira Neves, Fagner Mota Chaves e os representantes da empresa, Paulo Roberto de Souza Cruz, Marcelo Araújo dos Santos, Luana Ferreira Neves e Wanderson Gonçalves Lopes.

De acordo com o que foi apurado, o serviço que custava R$ 5,8 milhões ao ano na administração anterior, subiu R$15,5 milhões na gestão de Neilton, com a inclusão da gestão informatizada do sistema no contrato, que durou três anos, causando, segundo o MP, prejuízo de mais de R$ 40 milhões aos cofres da municipalidade.

 

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