Dois ex-prefeitos tiveram prisão temporária decretada e 15 e ex-secretários e subs investigados, entre eles o atual vice-prefeito e um político que disputou a Prefeitura de Tanguá em 2016

 

O vice-prefeito Ricardo de Oliveira Almeida, o Pastor Ricardo (foto), está entre os 15 nomes investigados pelo Ministério Publicou, que deflagrou ontem (31), as operações Flexus 1 e 2), na qual foram expedidos mandatos de prisão temporária contra os ex-prefeitos Renato da Costa Mello Junior e Marcos Antonio Dias, além do major da Polícia Sérgio Pereira de Magalhães Júnior, Luanda Fernanda Fonseca da Silva e Maria de Fátima Fonseca da Silva, cunhada e sogra do oficial. Os cinco são acusados de associação criminosa, fraudes licitatórias e desvios de verbas públicas. Junior e Marquinhos firmaram contratos para terceirização de mão-de-obra com a Organização Não-governamental Casa Espírita Tesloo, que depois mudou de nome para Obra Social São João Batista. Pelo que foi apurado até agora, a instituição recebeu cerca de R$ 84 milhões da Prefeitura, R$ 17,8 milhões na gestão de Renato e R$ 66,5 milhões no governo de Marcos Aurélio. Ricardo é citado por ter sido secretário de Governo durante o período da administração de Marquinhos. Na lista de 15 nomes também aparece o genro do ex-prefeito de Tanguá, Carlos Pereira, Rodrigo da Costa Medeiros, que disputou a Prefeitura daquela cidade no ano passado e ficou na segunda colocação.

Para o Ministério Público os contratos com a ONG foram feitos "por meio de licitações fraudulentas e direcionadas" e objeto seria para fornecimento de mão-de-obra terceirizada para a Prefeitura "incluindo a prestação de serviços relacionados com a atividade fim, sem prévio concurso público, em desacordo com o que determina a lei". Ainda segundo o MP, "não há, no entanto, qualquer comprovação de que estes supostos funcionários efetivamente prestavam os serviços para a ONG ou trabalhassem para a Prefeitura".

De acordo com a investigação, a entidade tinha apenas 15 funcionários registrados, mas deveria fornecer à Prefeitura pelo menos 1.200 trabalhadores terceirizados. A Ong era controlada pelo major da Polícia Militar e tinha em sua administração a cunhada e a sogra dele.

 

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