Josias Quintal mantém como fornecedor o posto denunciado em processo de improbidade contra José Renato

Empresa recebeu mais de R$ 3,5 milhões na gestão atual fornecendo combustível

Denunciado pelo Ministério Público em abril de 2016 em processo de improbidade administrativa com dano aos cofres públicos, o Posto Orion ainda é o fornecedor de gasolina, etanol e olho diesel para a Prefeitura de Santo Antonio de Pádua e já recebeu mais de R$ 3,5 milhões na gestão do prefeito Josias Quintal. O processo 0002139-08.2016.819.0050 que tramita na 2ª Vara da cidade, além dos controladores do posto, envolve ainda o prefeito José Renato Padilha, o ex-secretário municipal de Fazenda José Manoel Andrade e o ex-responsável pela Controladoria de Abastecimento José Bernardino Terra Miller, acusados pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo local), de “fraude e direcionamento de licitações destinadas à aquisição de combustível pela municipalidade”, com prejuízo de mais de R$ 21,5 milhão aos cofres da municipalidade.

Como os pagamentos feitos aos fornecedores durante o exercício de 2013 – primeiro ano de mandato de Josias Quintal – não estão disponíveis no Portal da Transparência, não é possível saber quanto foi pago ao Posto Orion naquele período, mas de janeiro de 2014 a outubro deste ano os valores recebidos pela empresa somam R$ 3.572.835,62, sendo R$ 88.378,93 pelo abastecimento da frota da Secretaria de Assistência Social, R$ 718.372,03 pelo fornecimento à Secretaria de Saúde e R$ 2.766.084.66 em atendimento as demais secretarias. Este ano o Posto Orion recebeu R$ 782.590,24 e os pagamentos feitos em 2016 – de acordo com os registros da Prefeitura – somaram R$ 1.125.543,31. O total de 2015 foi de R$ 910.282.87 e no anterior chegou R$ 754.419,20.

O inquérito e a consequente ação judicial referem-se a contratos firmados nos anos de 2010 e 2011, envolvendo também o Auto Posto Aeroporto, que, segundo o MP, seria gerido ate então pelo mesmo grupo. De acordo com o Ministério Público, foram constatados superfaturamento e prejuízo no total de R$ 1.534.518,70 nos contratos. A Justiça chegou a decretar a indisponibilidade dos bens dos acusados, um deles localizado em Guarapari, no estado do Espírito Santo.

 

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