Essa é a bandeira defendida pela maioria dos governadores

De R$ 12 bilhões a R$ 18 bilhões ao ano. Isto é que o Brasil poderá arrecadar com a cobrança de impostos sobre os jogos de azar, que poderão ser legalizados ainda este ano. A proposta é do senador Ciro Nogueira e já conta com parecer favorável da relatoria. Na semana passada 15 governadores se reuniram em Brasília com o parlamentar em apoio à medida e para defenderem o uso dos recursos arrecadados no financiamento do combate à violência. Pelo relatório do senador Benedito de Lira serão legalizados o jogo do bicho, bingo, vídeo-bingo, apostas esportivas e não esportivas e cassinos online ou em complexos de lazer integrados.  O próprio projeto determina que parte dos impostos arrecadados nas apostas será destinada a segurança pública.

Semanalmente dezenas de vôos fretados partem de vários pontos do Brasil levando jogadores ao exterior. Do Rio de Janeiro, por exemplo, toda quinta-feira um jato decola rumo aos cassinos. Para o presidente do Senado, a proposta é polêmica, mas será analisada. "Não sou um defensor do projeto, mas sou o presidente da Casa e pautaria o projeto para que o Senado definisse sim ou não e acho que, se aprovarmos isso, essa questão dos jogos de azar, tem que ter uma legislação", diz o senador Eunício Oliveira.

Se a legalização passar a Caixa Econômica Federal pretende ser o agente operador, segundo afirma o presidente da instituição, Gilberto Occhi, que já conversou  sobre o assunto com os senadores Ciro Nogueira e Benedito de Lira.  "Não vamos ter concessões disso tudo, mas acho que a Caixa, por ter credibilidade de jogos no país, tem condições de oferecer seu serviço à essa estruturação. Acho que é grande oportunidade. Temos todos os jogos eletrônicos no país e a receita vai para outros países. Temos a oportunidade de trazer esse investimento para o Brasil", afirmou.

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