A Green Life Execução de Projetos e Serviços Ambientais chegou em Nova Iguaçu por uma emergência fabricada pela gestão de Lindberg Farias, da qual o atual prefeito era um dos homens fortes

Contrato atual vence no próximo dia 30 e uma nova "emergência" pode estar a caminho

Prorrogado por termo aditivo em novembro do ano passado, o Contrato 003/2013 firmado pela Empresa Municipal de Limpeza Urbana de Nova Iguaçu (Emlurb) com a Green Life Execução de Projetos e Serviços Ambientais vai vencer daqui a quatro dias e até agora nem sinal de uma nova licitação ou de uma renovação por mais de um ano no diário oficial.  O último aditivo elevou o valor global para R$154.652.090,70, uma média de R$38 milhões por ano desde a assinatura do contrato, há quatro anos. Por causa de faturas em atraso, o que se comenta é que a atual prestadora de serviço não estaria satisfeita com a gestão do prefeito Rogério Lisboa e mesmo diante da possibilidade de pelo menos mais uma prorrogação, poderia vir a desistir do contrato e seria exatamente isto que estariam esperando duas concorrentes, a Kattak e a Líbano, empresas registradas em nome de Mônica Lima Barbosa, mulher do empresário Fernando Trabach Gomes, o "Fantasma", apontado pelo Ministério Público como líder de uma organização que teria sido montada para fraudar processos licitatórios.

Se a saída da Green Life vier a se confirmar, a empresa comandada por Ludwig Amom estará experimentando do mesmo veneno que a beneficiou em janeiro de 2009, na gestão do prefeito Lindberg Farias, da qual Lisboa foi um dos homens fortes. O atual prefeito chegou a ser processado pelo Ministério Público como um dos responsáveis pela emergência desnecessária alegada para que a Green Life fosse contratada sem licitação, através de uma emergencial que durou mais de quatro anos.

A entrada da empresa em Nova Iguaçu foi gerada por um ato governamental apontado como a maior covardia já praticada a nível de administração púbica contra uma prestadora de serviços na história do município. A coleta de lixo era feita pela empresa Servi Flu e para provocar uma emergência em favor da Green Life a Prefeitura deixou de pagar as faturas devidas a Serv Flu, levando a terceirizada ao colapso financeiro. O resultado disso foi que as ruas da cidade ficaram imundas e atua responsável pela limpeza chegou ao município como salvadora da pátria.

Segundo o Ministério Público denunciou em ação ajuizada na 4ª Vara Cível de Nova Iguaçu, teria sido montado um esquema para beneficiar a empresa, o que envolvia a participação de Lindberg, o então secretário de obras Rogério Martins Lisboa e Antonio de Araújo Ferreira, Tuninho da Padaria, que foi secretário de Transportes e presidente da Emlurb.

 

Documento relacionado:

Quarto termo aditivo ao Contrato 003-2013

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar