Perícia nas fitas vai revelar verdade sobre suposta agressão ao ex-governador

 

O resultado da perícia nas fitas do sistema de monitoração interna da Cadeia José Frederico Marques, em Benfica, onde o ex-governador Antonhy Garotinho disse ter sido agredido na madrugada da última sexta-feira, está sendo aguardado com ansiedade por aliados do político e a informação de que as câmeras instaladas nas galerias só funcionariam a partir da movimentação detectada por sensores vem gerando críticas, pois o correto seria a captação de imagens de forma ininterrupta. A análise do material gravado é necessária por dois motivos: primeiro para constatar se Garotinho mentiu ou não sobre a suposta agressão e depois porque já se sabe que há um buraco de duas horas nas imagens captadas.

Pelo que as autoridades já afirmaram antes, o material que foi entregue à Polícia não revela nada do que Anthony contou  e sustentou a membros do Ministério Público, que também investigam o caso. Porém, os equipamentos de segurança da cadeia também não captaram imagens da entrada de alimentos não permitidos encontrados na cela do ex-governador Sergio Cabral, mas é fato que nela foram tinha até itens importados. Como de vê, a vigilância eletrônica adotada pela Seap não é lá grande coisa. Se falha por um lado pode falhar também pelo outro.

Na manhã desta quarta-feira Garotinho passou aos policiais que estiveram com ele no presídio Bangu 8, informações para a confecção do retrato falado do suposto agressor. No início da noite ele recebeu a notícia de que sua mulher, a ex-governadora e ex-prefeita de Campos, Rosinha Matheus, vai poder voltar para casa. Ela foi beneficiada por decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que concedeu um habeas corpus parcial. Ela ficará em liberdade, mas terá de usar tornozeleira eletrônica, ficar recolhida à noite e não poderá sair de Campos.

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