E a limpeza urbana vai sair mais caro: R$ 75 milhões até novembro de 2018

Não passou de "beicinho" a ameaça feita pelos controladores da Green Life Execução de Projetos Ambientais de entregar os dois contratos que mantém com a Empresa Municipal de Limpeza Urbana de Nova Iguaçu (Emlurb), o que se acontecesse, segundo uma fonte do próprio governo, daria ao prefeito Rogério Lisboa a oportunidade de cumprir um suposto compromisso com o empresário Fernando Trabach, o "Fantasma", contratando por dispensa de licitação, uma das duas empresas do ramo registradas no nome da esposa de Fernando, Mônica Lima Barbosa. Os contratos 003 e 004 de 2013 ganharam o último aditivo e foram renovados por mais um ano, com os valores de R$ 47.317.767,60 e R$ 28.536.382,20, respectivamente, o que garantirá à Green Life o faturamento de R$ 75.854.149,80 até o dia 30 de novembro de 2018, quando a Prefeitura terá de fazer  nova concorrência para contratar os serviços de limpeza de logradouros e a coleta de lixo.

Levada para Nova Iguaçu em janeiro de 2009 pelo próprio Rogério Lisboa (na gestão do prefeito Lindberg Farias), a Green Life substituiu - por dispensa de licitação - a empresa Serv Flu, que acabou falindo, por conta do calote sofrido pelo empresário José Dhaer. Ele tinha pelo menos mais dois anos de contrato quando, em junho de 2008, a Emlurb parou de pagar as faturas, levando a Serv Flu ao colapso financeiro, deixando a terceirizada sem condições de continuar prestando o serviço.

O calote foi apontado na época como uma manobra para que a contratada deixasse a cidade suja e a Prefeitura então pudesse contratar outra empresa em caráter de emergência. A entrada da Green Life no município acabou resultando em uma ação de improbidade administrativa, ajuizada pelo Ministério Público na 4ª Vara Cível de Nova Iguaçu. Na inicial o MP apontou que teria sido montado um esquema para beneficiar a empresa, o que envolvia Lindberg Farias, seu então secretário de obras Rogério Lisboa e Antonio de Araújo Ferreira, Tuninho da Padaria, que foi secretário de Transportes e presidente da Emlurb.

O hoje prefeito chegou a ser denunciado como um dos responsáveis pela emergência considerada desnecessária, alegada para que a Green Life fosse contratada sem licitação. A emergencial durou mais de quatro anos até a realização de um processo licitatório em 2013, na gestão do prefeito Nelson Bornier.

 

Arquivo relacionado:

"Fantasma" estaria de olho no lixo em Nova Iguaçu

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar