Conforme o elizeupires.com havia noticiado, a empresa Hashimoto Manutenção Elétrica e Comércio começou atuar no município de Casimiro de Abreu antes mesmo de um contrato emergencial ter sido publicado. A empresa é uma das três sob investigação do Ministério Público por irregularidades verificadas nas dispensas de licitação feitas pela Companhia de Serviços Públicos de Cabo Frio (Comsercaf), inquérito que resultou na prisão de quatro pessoas pela Polícia Federal, entre elas o presidente da autarquia, Claudio Moreira. Em Casimiro de Abreu o processo

A exemplo do que ocorreu em Cabo Frio, a Prefeitura de Casimiro de Abreu fez primeiro um contrato sob alegação de emergência para depois preparar uma licitação, mas ainda não apareceu no site oficial do município nenhum edital para essa finalidade. No caso de Cabo Frio o MP suspeita de que tenha havido fraude também no pregão vencido pela Hashimoto para um contrato de mais de R$ 6 milhões por 12 meses.

Em relação a essa licitação a Polícia Federal disse em nota que existem indícios de superfaturamento e elementos que indicam fraude no pregão. Segundo o promotor Marcelo Arsênio, foi aberto um novo inquérito para investigar o processo licitatório homologado em favor da Hashimoto Manutenção Elétrica e Comércio já, que revê um contrato emergencial de R$ 1.529.957.91 prorrogado por mais três meses pela Comsercaf, com o valor sendo reajustado para R$ 1.767.529,65.

A matéria sobre a entrada em operação da empresa em Casimiro de Abreu antes da assinatura do contrato foi veiculada no dia 12 de setembro e no dia seguinte a Prefeitura liberou um termo de homologação da dispensa de licitação com data de 31 de agosto e valor total de R$ 366.715,32, sem informar o prazo contratado, que agora se sabe ser de 90 dias.

 

 

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