Denúncia diz que tem médico ganhando salário de R$ 46 mil

Contratada sem licitação para fornecer mão de obra para a Prefeitura de Mesquita, a Cooperativa Central de Trabalho (Cootrab), vai ter de apresentar seu quadro de pessoal, valores dos salários pagos e as folhas de ponto à Câmara de Vereadores, que decidiu abrir uma comissão de investigação para apurar supostas irregularidades. A instituição teve quatro contratos assinados com a municipalidade em fevereiro do ano passado, no total de cerca de R$ 39 milhões, com prazo de 180 dias. Os compromissos foram renovados e os vereadores receberam informação de que, embora o município não tenha uma unidade de saúde serviços 24h, alguns médicos estariam recebendo adicional noturno. A denúncia – que foi lida em plenário nesta terça-feira – revela que os salários pagos aos médicos variariam entre R$ 15 e R$ 46 mil.

Segundo o vereador Joelson Cavalcante da Silva, o Professor Max, relator da comissão de investigação, a Unidade Mista de Saúde Mário Bento, localizada no bairro Jacutinga, era a única que oferecia atendimento de emergência 24h, mas está fechada. "Nossa função é fiscalizar o motivo de ter médicos recebendo mais de R$40 mil por mês se o local não presta atendimento", disse o relator.

Alvo de várias ações trabalhistas em Saquarema – por não pagar direitos devidos a contratados por ela e colocados à serviços de órgãos públicos – a Cootrab recebeu nos primeiros seis meses de contrato com a Prefeitura de Mesquita R$ 38.597.954,28, pelos contratos 004, 005, 006 e 007, que tiveram seus extratos publicados no dia 16 de fevereiro de 2017, com data retroativa a 1º de fevereiro.

A comissão tem 120 dias de prazo para apurar a denúncia, mas poderá ser estendida por mais 60 dias se houver necessidade. A Prefeitura ainda não se pronunciou sobre o assunto.

 

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