Ele vem deixando o confronto para o Batalhão de Choque

Comerciantes e lideranças comunitárias de Belford Roxo, município mais violento da Baixada Fluminense, não entendem porque o general Richard Nunes – secretário estadual de Segurança Pública – ainda não tomou uma providência em relação ao comandante do pelo 39º BPM, tenente-coronel Luís Carlos Silva Junior, que não tem reagido com firmeza aos ataques deflagrados pela bandidagem que transformou a cidade numa espécie de 'ilha do medo'. Silva Junior, não protagonizou uma ação de confronto sequer e não fosse o Batalhão de Policiamento de Choque a situação estaria bem pior. Nessa sexta-feira, por exemplo, agentes do BPChoque fizeram prisões e apreensões de drogas e armas no município, em uma incursão da qual o comandante local talvez nem tenha tomado conhecimento.

"A coisa está feia. Não dá nem para sair na rua. Os bandidos tomaram conta mesmo e parece que o pessoal do 39º BPM está se escondendo. Vamos pedir ao secretário de Segurança para deixar o pessoal do BPChoque agir mais vezes em Belford Roxo, pois com a PM daqui não está dando para contar", diz um comerciante indignado.

Durante a semana algumas escolas tiveram de suspender as aulas por três dias consecutivos, uma situação que nunca havia ocorrido no município. Bandidos das facções Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando (TC) entraram em guerra, após o traficante Pablo Santos da Silva, o PL, que comandava o tráfico nas comunidades Caixa D'Água e Parque Floresta.

"Dizer que temos poucos policiais e estrutura precária não cola. Temos um batalhão só nosso. Antes, quando o policiamento era feito por guarnições de outra unidade a coisa era muito diferente. Creio que o que está faltando é atitude. Por que os bandidos correm quando o pessoal do BPChoque chega com autoridade e disposição e tiram onda com o comando do 39º BPM?", indaga o comerciante.

 

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