O que seria uma audiência normal para colheita de depoimentos de testemunhas em um dos muitos processos aos quais a ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, responde, acabou em constrangimento para os presentes na sala de audiência. É que ela, segundo relata o juiz da 110ª Zona Eleitoral, Felipe Carvalho Gonçalves da Silva, não se portou de forma condizente, negou-se a sentar na cadeira destinada a parte ré, não se manteve em silêncio, riu durante o depoimento de uma testemunha e soltou um arroto.  De acordo com o relato, isso aconteceu no dia 8 de março, mas só veio à tona ontem (14), com a colocação do magistrado em decisão interlocutória no processo 18-18.2018.6.19.0110, sobre pedido de suspeição apresentado pela defesa de Núbia em relação a ele, exatamente pelo ocorrido na audiência de 8 de março.

Na decisão de ontem o magistrado citou que “Núbia Cozzolino se negou a sentar no local destinado, quando foi admoestada verbalmente acerca de seu comportamento inadequado para o ato que se iniciaria” e que ela prosseguiu "com seu comportamento desrespeitoso". Então ele determinou que ela se retirasse da sala de audiências por não se comportar "de forma condizente com o bom andamento do ato".

O relato no processo foi em resposta a alegação da ex-prefeita de que teria sido retirada da sala por causa de "um ato involuntário" e que se sentiu humilhada, como se fosse uma marginal. “...este magistrado apenas determinou que a ré Núbia Cozzolino se retirasse da sala de audiências, uma vez que estava rindo durante o depoimento de testemunha”, escreveu o juiz, completando: “No início da audiência, a ré Núbia não quis se sentar no lugar destinado a ela. Reclamou e este magistrado lhe chamou a atenção para que ela permanecesse em silêncio, senão determinaria sua retirada da sala de audiências. No curso do ato, a ora ré arrotou alto, momento em que este signatário determinou que ela se retirasse da sala de audiências”.

Em seu despacho o magistrado escreveu ainda que Núbia "reincide nessa estratégia defensiva de oferecer exceção de suspeição de magistrado, com o fim de procrastinar o feito". Ele cita como exemplos as exceções de suspeição arguidas pela defesa da ex-prefeita contra as juízas Patrícia Domingues Salustiano, Luciana Mocco Lima e os promotores de Justiça Suzana Salgado Lopes, José Loreto Moreira de Faria e Rhamile Sodré de Oliveira dos Santos, o que, afirmou o juiz, "demonstra ser a excipiente (a parte que arguiu exceção) contumaz na conduta de tumultuar os feitos processuais".

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