Apesar das dificuldades a caneta nervosa do prefeito Rafael Tubarão já foi usada este ano para assinar  mais de duas mil nomeações, cerca e 500 delas nos dois últimos meses. Há quem diga que a crise é mais de gestão (Foto:Extra)

Toda vez que questionado sobre a estagnação da máquina administrativa o prefeito de Magé, Rafael Santos de Souza, Rafael Tubarão, põe a falta de realizações na conta da crise, mas as causas, diz gente do próprio governo, "estão na cara", entre elas nomeações consideradas desnecessárias em alguns setores, órgãos inflados com gente sobrando em determinados postos. Qual o custo disso? Difícil saber, pois a administração municipal não informa o valor da folha de pessoal, trancando as contas numa espécie de caixa-preta, quando os números deveriam estar expostos ao controle social no Portal da Transparência que, por sinal, foi atualizado pela última vez no dia 13 de abril, mesmo assim com dados referentes apenas ao período de janeiro a março, deixando de revelar, por exemplo, que os repasses constitucionais – fora o ICMS estadual e os recursos da Saúde – somaram R$ 19.606.019,40 em abril e R$ 21.509.891,60 no mês passado.

A crise existe, é verdade. mas se não há dinheiro para obras nem para garantir a regularidade do abastecimento das unidades de saúde com medicamentos e materiais de consumo, há que se perguntar, por exemplo, a razão das mais de duas mil nomeações em cargos comissionados este ano, cerca de 500 delas nos último dois meses? Também é preciso explicar o calote dado nos funcionários demitidos no ano passado, trabalhadores que atuavam no apoio nas unidades de saúde e educação, postos "no olho da rua" sem que as verbas rescisórias fossem quitadas por um governo que parece escolher a quem sacrificar para poupar os indicados por seus fieis escudeiros na Câmara de Vereadores.

Sem contar com as transferências para a saúde e o pedaço do ICMS que o município tem direito todos os meses, os repasses constitucionais feitos do dia 1º de janeiro a 31 de maio, revela o Demonstrativo de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil, somam mais de R$ 102 milhões. Foram R$ 25.533.929,37 em janeiro, R$ 21.351.962,75 em fevereiro, R$ 14.560.683,22 em março, R$ 19.606.019,40 em abril e R$ 21.509.891,68 no mês passado. 

Ao todo a arrecadação de Magé em 2017 foi de exatos R$ 443.178.483,25 e no ano anterior a receita foi e R$ 447.897.992,50. Já os repasses para o setor de saúde entre janeiro e abril de 2018, revela o Segundo revela o Portal da Transparência do governo federal,  somam R$ 13.115.800,69.

Documentos relacionados:

Transferências constitucionais – janeiro de 2018

Transferências constitucionais – fevereiro de 2018

Transferências constitucionais – março de 2018

Transferências constitucionais – abril de 2018

Transferências constitucionais – maio de 2018

Dados do Portal da Transparência do governo federal - Repasses em 2018

Comentários  

+2 #1 Gilbert 04-06-2018 17:36
O Servidor Concursados ganham pouco e portanto mais baratos, sem indicações políticas , admitidos por méritos. Mas isso eles não querem, pois essas admissões criam um curral eleitores robson que por medo de perder emprego acabam perpetuando os maus políticos na Administração Pública.
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0 #2 Elizeu Pires 04-06-2018 17:48
Em resposta a 27 comentários não veiculados - O elizeupires.com é um espaço jornalístico e não um fake de rede social. Temos responsabilidad e com o que veiculamos. Inclusive em relação aos comentários. Para comentar uma matéria não é necessário ofensas, ataques pessoais ou acusações sem provas. Tem uma denúncia a fazer? Encaminhe pelo email que será devidamente apurada e transformada em matéria jornalística. Usar de anonimato para fazer ataques pessoais é, o mínimo, um ato de covardia. Como determina a ética que nos pauta, não trabalhamos na base do ouvi dizer ou do andam dizendo por aí. Abraços a todos e fiquem com Deus.
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