De acordo com seu cadastro na Receita Federal a empresa Pedra Viva Comercial tem como atividade econômica principal o comércio atacadista de artigos de uso pessoal, doméstico e quem for até sua sede declarada no registro do CNPJ (Rua Delfim Carlos, 350, Loja 105, Olaria, subúrbio do Rio) depara com um comércio de porta estreita, em cuja entrada um banner anuncia o que o nele é oferecido: fotos 3x4 e 5x7, revelação de fotografias, imã personalizado, banners, cartão de visita, impressão colorida e preto e branco; serviço de scanner e acesso a internet. Entretanto, como tamanho não deve ser documento exigido mesmo num processo licitatório de mais de R$ 4 milhões, a empresa foi declarada vencedora do Pregão nº 07/2018, realizado para a compra de materiais de expediente e escolar para a Secretaria de Educação de Magé pelo período de um ano.

De acordo com o ato publicado na edição 564 do Boletim Informativo Oficial do município, o valor global do contrato é de R$ 4.249.010,01. Nominado de "Extrato da Ata de Registro de Preço", o documento não revela nada sobre o que está sendo comprado, embora na ata tenha que constar os nomes dos itens licitados, quantidade que se pretende adquirir, preço unitário e valor total, aspecto legal que a gestão do prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, parece desconhecer.

Além de não disponibilizar a ata de registro de preços completa em seu sistema para que o controle social possa ser feito, a Prefeitura não publica a íntegra do contrato e nem o edital de licitação e seus anexos estão disponíveis. Quem faz a busca pelo portal até que encontra os links do edital e dos anexos, mas só consegue abrir mesmo o aviso da licitação que ocorreu no dia 7 de fevereiro deste ano.

O sistema também não revela quantas empresas participaram do certame e muito menos a ata que a Comissão Permanente de Licitação deveria divulgar para que os cidadãos interessados tomem conhecimento de como se deu o pregão.

Apesar da sede minúscula e de não ter à mostra nada que lembre materiais de expediente e escolar nem aparentar porte para estocar mercadorias em quantidades suficientes para atender uma rede escolar do tamanho da do município de Magé, ao que parece, a Pedra Viva é mais forte do que se pode ver no local, já que desbancou concorrentes numa licitação milionária.

 

 

Comentários  

+2 #1 Estudante 08-06-2018 20:01
Pra que se preocupar com isso. Amanhã (sábado) tem "pao e circo" para a população , ou melhor, show do Michel Telor.
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0 #2 Jusi 12-06-2018 09:40
E Guapimirim que não tem material algum nas escolas.
Tá faltando do papel ofício ao papel higiênico.
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