Luciano Mota é acusado de uma série de irregularidades com dinheiro público, mas mandado de prisão foi expedido por apenas uma

 

Em decisão divulgada a pouco pelo site Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o  juiz Edison Ponte Bulamarqui, da Vara Criminal de Itaguaí, decretou a prisão do ex-prefeito da cidade, Luciano Carvalho Mota (foto), que também teve os bens bloqueados. A decisão atinge ainda o ex-diretor de Informática da Prefeitura, David Brites de Macedo. Os dois são acusados de desviar mais de R$ 1 milhão de dinheiro público, inserindo “funcionários fantasmas” na folha de pagamento da Prefeitura.

Segundo a denúncia do MP, "Luciano e David praticaram os crimes de apropriação e desvio de rendas públicas, no valor de R$ 1.206.918,32 (um milhão, duzentos e seis mil novecentos e dezoito reais e trinta e dois centavos), além da inserção de dados falsos no sistema informatizado da folha de pagamento dos funcionários da Prefeitura de Itaguaí".

Pelo que foi apurado foram incluídos os nomes de 112 pessoas sem nenhum vínculo formal ou legal com o município. "Consta dos autos evidências de que os acusados têm interferido na normalidade da instrução buscando manipular fontes de prova. As principais testemunhas de acusação, cujos depoimentos podem corroborar as provas documentos apresentadas, em diversos momentos se mostraram coagidas, pressionadas e até ameaçados pelos envolvidos", escreveu o juiz na decisão.

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