Pagamento teria sido feito entre 2013 e 2014 pela OAS

 

Investigações apontam a suspeita de que o senador Lindberg Farias (foto) suspeita é de que o petista tenha recebido cerca de R$ 700 mil, entre 2013 e 2014, para defender os interesses da empreiteira OAS. É o que consta de uma  manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 1 de junho. Segundo o Globo noticiou a pouco, no documento a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirma ter encontrado indícios de que o senador  atuou em favor da empreiteira na discussão de uma Medida Provisória (MP) que tramitou no Congresso durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com o  Globo, o caso envolve uma MP "que simplificou as licitações de obras em aeroportos, uma das principais áreas de interesse da OAS, que integra o consórcio administrador do aeroporto de Guarulhos", em São Paulo.

"Há indícios de que o investigado, enquanto ocupante do cargo de senador da República da base governista, teria influenciado a então presidente da República na propositura dos vetos parciais, com vistas a favorecer os interesses do grupo OAS", escreveu Dodge, em documento sigiloso obtido pelo Globo, que informa ainda que "Lindberg apresentou uma emenda para modificar a medida provisória, mas ela foi rejeitada. Por isso, a suspeita dos investigadores é que ele tenha atuado mediante influência junto à presidente na sanção da MP, após sua aprovação no Congresso – a lei foi sancionada em 20 de junho de 2013".

Ainda segundo o Globo, a  Polícia Federal detectou mensagens no celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro que mostram o agendamento de encontros para tratar do assunto com o senador petista, que presidia, na época, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em 26 de maio de 2013, às 17h33, Léo Pinheiro enviou uma mensagem para Lindberg: "Prezado Senador, na segunda vai lhe procurar o nosso diretor em Brasília, Roberto Zardi, para falar do tema que conversamos ontem: MP 600”. No mesmo dia, às 17h40, Lindbergh responde: “Grande Leo. Chego terça pela manhã. Eu estarei esperando. Abs". Há mensagens com referências a outros encontros.

O Globo informa também que no último dia 1º de junho, Raquel Dodge pediu ao STF que o inquérito contra Lindbergh seja mantido no tribunal porque envolve suspeitas de práticas de crimes no exercício do mandato – com as mudanças de entendimento sobre foro privilegiado, a Polícia Federal havia solicitado o envio para a primeira instância.

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