... e a população não percebe a presença do poder público nas ruas

 

Com o prefeito Carlos Moraes preso há 23 dias, o município de Japeri deveria estar sendo governado pelo vice, Cesar Melo, que até foi empossado no cargo. Deveria, mas ao que parece não está, uma vez que os moradores da cidade mais pobre da Baixada Fluminense não percebem a presença do poder público nas ruas, principalmente em relação à manutenção de vias públicas e no atendimento direto à população. Na rede de saúde os problemas ficam maiores a cada dia, a máquina administrativa não se move e do setor que a população tanto espera – a Secretaria de Obras e Serviços Públicos – nada se vê e, do próprio prefeito, já se ouviu inconfidência como essa: "Estou sentado num lugar no qual nem sem como começar..."

Ex-vereador e ex-presidente da Câmara, o prefeito interino tem grandes chances de permanecer na cadeira pelo menos até o final deste ano e no próprio governo, gente muito próxima do titular ora ausente, acha que o interino pode virar titular e é daí que vem a preocupação. O vice, na visão dessa mesma gente, se mostra inseguro e despreparado para conduzir o barco.

Com pouco mais de 100 mil habitantes e problemas demais, Japeri está na lanterninha do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), mas poderia estar em posição melhor, se houvesse uma gestão eficiente e mais transparência com as contas públicas. Este ano, por exemplo, as transferências constitucionais – fora os repasses da saúde, verbas de convênio e eventuais emendas parlamentares – somaram, entre janeiro e julho, R$ 65.4 milhões, superando o total registrado em igual período no ano passado, que ficou em R$ 59.9 milhões, mas não há a mínima preocupação da administração municipal em expor onde e em que a receita do município é investida, já que o Portal da Transparência não é atualizado há vários meses.

Em um governo que se mostra estagnado e sem rumo, parece faltar alguém para dizer a Cesar que se ele pretende seguir em frente é preciso tocar o que está certo, consertar o que estiver errado e segurar o leme com mãos firmes, pois do jeito que o barco está indo o destino é incerto e não sabido.

 

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