A ação de improbidade administrativa 0002429.23.2015.8.19.0029 movida pelo Ministério Público contra a ex-prefeita Núbia Cozzolino foi manipulada por dois advogados diferentes. É o que está na denúncia feita à Justiça, que decretou a prisão preventiva de Núbia e de quatro defensores dela: Michele Macedo Deluca (em prisão domiciliar, por estar grávida), José Marcos Motta Ramos, Bruno Augusto Duarte Lourenço e Aidê Raquel da Mata Soares Pacheco, que teve o mandado de prisão contra ela emitido para cinco endereços, inclusive um de Três Rios e um em Brasília. Nessa ação o valor da causa foi reduzido de R$ 500 mil para 100 mil, segundo a denúncia do MP.

*Matéria reeditada às 13:53 para correção de informações e inserção de novos dados. 

De acordo com a denúncia, a "permanência criminosa" do grupo "se verificou entre o início de 2017 e agosto de 2018". No dia 6 de junho deste ano, com carga assinada pelo advogado José Marcos, o processo 0002429.23.2015.8.19.0029 foi retirado da 1ª Vara Cível de Magé, segundo o MP, "com o fim de possibilitar a ocultação de partes da petição inicial original e inclusão, no lugar destas, de outras folhas falsificadas".

Dois dias depois dessa retirada, o advogado Bruno Lourenço teria usado uma cópia da petição inicial falsa na instrução do agravo de instrumento 0030307-5.2018.8.19.0000, impetrado no Tribunal de Justiça no dia 8 de junho deste ano.

O processo, diz ainda a denúncia, voltou a ser mexido no dia 16 de julho. Pelo que consta na denúncia, foram extraídas da ação de improbidade administrativa as folhas 8, 9, 10, 12, 13, 14, 17, e 19 e 20.

Conforme já fora noticiado, a ex-prefeita teve o pedido duplo de liberdade e prisão domiciliar negado no último sábado pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça, mas a defesa dela deverá insistir no pedido essa semana, por considerar que Núbia precisa de cuidados médicos especiais.

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