Viaduto Padre João Musch é liberado depois de nove meses em obras

 

Interditado para obras há nove meses, o Viaduto Padre João Musch, no Centro, foi reaberto na noite desta quarta-feira (31), pela Prefeitura de Nova Iguaçu, devolvendo à população um importante elevado fincado no coração da cidade. "É um sentimento de dever cumprido. Em fevereiro acordei, fiz uma reunião com técnicos e tomei uma dura decisão de fechar o viaduto. Na noite em que o interditamos, eu não dormi. Ficava preocupado com os desafios com a obra emergencial e com o próprio trânsito. O entregamos seguro, até mesmo para os pedestres. Iniciamos emergencialmente a obra estrutural, onde havia risco de cair. A parte debaixo do viaduto será cuidada, mas não oferece nenhum risco", afirmou o prefeito Rogerio Lisboa, que também já retomou as obras do viaduto da Barros Júnior, intervenção importante que vai ampliar a mobilidade urbana naquele trecho.

Além da reabertura do viaduto, a população participou de uma grande festa no Paço Municipal, onde houve encontro de corais e orquestra com 200 músicos para marcar o encerramento das ações do Outubro Rosa. Ao longo do mês foram feitas 24 'Serenatas Rosa1 em homenagem às pacientes que lutam contra o câncer de mama. A ação contou com a participação voluntária de coros e o grupo Poderosas Amigas da Mama e Movimento Peito Aberto, que valorizam a autoestima da mulher e dão apoio nesta batalha.

De acordo com a secretária de Infraestrutura, Cleide Moreira, o viaduto, além de seguro, recebeu algumas novidades, como uma ciclovia e passagem de pedestres. "Além da restruturação total do viaduto, que não vai gerar manutenção por pelo menos 20 anos, trabalhamos com asfalto ecológico que é impermeável e não terá mais infiltração. Ainda tem passarela, 27 postes de luz de led, assim como uma construção de concreto que separa os pedestres dos carros. Podemos assegurar que é um viaduto completamente seguro", comentou.

Um dos mais empolgados com a reabertura do viaduto era o arcebispo diocesano Dom Luciano Bergamin, que citou a coragem tomada pela Prefeitura, evitando um possível acidente no local. "Sempre digo que é melhor prevenir do que remediar. A reforma precisava acontecer para evitar possíveis desastres causando muito sofrimento", ressaltou o bispo, que também relembrou a figura do homenageado, padre João Musch, considerado um andarilho da Baixada.

Inaugurado em 1958, ele nunca recebeu a devida manutenção necessária, gerando uma sobrecarga de quase 120 toneladas a mais de peso. Cerca de 25 cm de massa asfáltica acumulada aos longos dos anos foram retiradas, além de infiltrações nos vãos. A quantidade de água acumulada chegava a cerca de 4 mil litros. Durante as obras, foram encontrados ainda quatro aparelhos de apoio que estavam em péssimas condições e foram substituídos por outros oito novos. Os aparelhos, que ficam junto das vigas, estavam com a borracha ressecada e isso auxiliou na abertura de fissuras.

(Com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Nova Iguaçu)

 

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